Teixeira: 'não há lógica de me acusarem de corrupção'

Ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira admite que é investigado pelo FBI, a PF dos EUA, no escândalo internacional da Fifa, mas nega ser beneficiário do esquema de pagamento de propina; no entanto, segundo o FBI, há um co-conspirador que foi presidente da CBF, com cargo na Fifa e na Conmebol; apenas Teixeira, e o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, se encaixam nessa descrição; "Não há a mínima lógica. Todo esse processo aconteceu depois de junho, tanto que a Copa América da Argentina se realizou maravilhosamente bem. O problema surgiu depois da Copa América da Argentina em 2011”, disse Teixeira

26/05/2010- Brasília - O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, participa de audiência pública na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados. Foto: José Cruz/ Agência Brasil
26/05/2010- Brasília - O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, participa de audiência pública na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados. Foto: José Cruz/ Agência Brasil (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, 68, admite que é investigado pelo FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, no escândalo internacional da Fifa, mas nega ser beneficiário do esquema de pagamento de propina. Sete cartolas estão presos na Suíça desde maio. José Maria Marin, seu sucessor na CBF, é um deles.

"Se envolve o contrato da Nike, quem assinou o contrato da Nike fui eu. Então não adianta ficar tapando o sol com a peneira", afirmou Teixeira, que deixou o poder em 2012 por pressão do governo federal e da cúpula da Fifa. As declarações foram concedidas durante entrevista à Folha.

Naquele ano, o dirigente era alvo de denúncias de corrupção tanto no Brasil quanto no exterior. O Departamento de Justiça dos EUA investiga os pagamentos realizados pela multinacional esportiva Nike à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 1996.

Após a assinatura do contrato de US$ 160 milhões, a Nike pagou mais US$ 40 milhões para “despesas de marketing” que não estavam contempladas no acordo inicial. O valor adicional foi depositado em uma conta bancária na Suíça em nome de uma empresa brasileira de patrocínio esportivo.

Questionado sobre o que acha da investigação do FBI sobre a cúpula da Fifa, Teixeira foi sucinto: “Eu não vou falar sobre isso”.

As investigações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos apontam que os principais cartolas da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) dividiam subornos de US$ 20 milhões para vender os direitos de comercialização de cada edição da Copa América a partir da edição de 2015.

Conforme lembra a reportagem, o FBI informou que há um co-conspirador que foi presidente da CBF, com cargo na Fifa e na Conmebol. Apenas o próprio Teixeira, e o atual presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, se encaixam nessa descrição.

“Não há a mínima lógica. Todo esse processo aconteceu depois de junho, tanto que a Copa América da Argentina se realizou maravilhosamente bem. O problema surgiu depois da Copa América da Argentina em 2011”, disse Teixeira.

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