Temer deve fritar Imbassahy até fevereiro

Já ganhou contornos de novela mexicana a nomeação do deputado baiano Antônio Imbassahy para o comando da Secretaria de Governo, cargo deixado por Geddel Vieira Lima há pouco mais de um mês; atual líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Imbassahy é dado como certo na pasta; mas Michel Temer estaria decidido a nomeá-lo apenas em fevereiro, quando Câmara e Senado voltarem do recesso; conforme apurou o Bahia 247, Imbassahy já está impaciente com a demora; alguns tucanos, Aloysio Nunes, já dizem inclusive que Temer está 'fritando' o tucano

Já ganhou contornos de novela mexicana a nomeação do deputado baiano Antônio Imbassahy para o comando da Secretaria de Governo, cargo deixado por Geddel Vieira Lima há pouco mais de um mês; atual líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Imbassahy é dado como certo na pasta; mas Michel Temer estaria decidido a nomeá-lo apenas em fevereiro, quando Câmara e Senado voltarem do recesso; conforme apurou o Bahia 247, Imbassahy já está impaciente com a demora; alguns tucanos, Aloysio Nunes, já dizem inclusive que Temer está 'fritando' o tucano
Já ganhou contornos de novela mexicana a nomeação do deputado baiano Antônio Imbassahy para o comando da Secretaria de Governo, cargo deixado por Geddel Vieira Lima há pouco mais de um mês; atual líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Imbassahy é dado como certo na pasta; mas Michel Temer estaria decidido a nomeá-lo apenas em fevereiro, quando Câmara e Senado voltarem do recesso; conforme apurou o Bahia 247, Imbassahy já está impaciente com a demora; alguns tucanos, Aloysio Nunes, já dizem inclusive que Temer está 'fritando' o tucano (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - Já ganhou contornos de novela mexicana a nomeação do deputado baiano Antônio Imbassahy para o comando da Secretaria de Governo da Presidência da República, cargo deixado pelo peemedebista Geddel Vieira Lima há pouco mais de um mês. Atual líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Imbassahy é dado como certo na pasta que tem como prerrogativa a articulação política do Planalto com o Congresso Nacional.

Michel Temer decidiu nomear o tucano apenas em fevereiro, quando Câmara dos Deputados e Senado voltarem do recesso parlamentar. "Temer sabe que indicar Imbassahy agora representaria um aceno de estabilidade ao mercado. A indicação, porém, pode não ser interessante internamente", disse uma fonte ao site Brasília em Pauta.

Conforme apurou o Bahia 247, Imbassahy já está impaciente com a demora. Alguns tucanos já dizem inclusive que Temer está 'fritando' o tucano.

Auxiliares de Temer dizem que a decisão do presidente está diretamente relacionada à eleição da presidência da Câmara dos Deputados. Se Rodrigo Maia (DEM-RJ) conseguir se reeleger no comando da Casa, a indicação de Imbassahy deve sair em questão de horas. Porém, caso qualquer nome do chamado 'Centrão' vença a disputa, o presidente pode reconsiderar a indicação ao cargo deixado por Geddel.

"Se Maia não conseguir emplacar sua reeleição, Temer deve repensar quem indicará para a Secretaria do Governo. Com uma eventual derrota de Maia, ele precisará de alguém mais próximo dele em um cargo que articula as negociações entre o Planalto e o Congresso", diz a fonte palaciana.

Na Bahia, as lideranças políticas se dividem sobre a possível indicação. Até mesmo entre aliados. O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), faz coro pelo tucano. "Ministros só quem nomeia é o presidente. As noticias que eu tenho é que o Temer está decidido a nomear Imbassahy. Importante para a Bahia, ele acrescenta muito, tenho publicamente defendido o nome dele. Brasília é complexa e Temer deve estar aguardando o melhor momento para anunciar Imbassahy. As notícias de bastidores dão conta que será Imbassahy".

Mas há quem discorde. Irmão de Geddel, o deputado federal Lúcio Vieira Lima foi um dos primeiros a se manifestar logo quando a articulação veio a público. O peemedebista parece não estar muito satisfeito com a ideia. Ele disse que não é nada pessoal contra o colega de parlamento, mas pondera que se Temer de fato der o caro a Imbassahy, "o PSDB vai ficar super representado" na Esplanada dos Ministérios, e o PMDB, por tabela, perderia uma pasta importante.

Nos corredores de Brasília se diz também que dando mais um ministério ao PSDB, Temer amarraria de vez o apoio dos tucanos em qualquer votação que houver no Congresso. O partido já votou dividido em projetos na Câmara, como no caso da PEC (proposta de emenda à Constituição) que limita por 20 anos os gastos públicos.

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