"Temos de dizer 'sim' para o Brasil", diz Marconi

Em discurso na abertura da Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal) e do Congresso da Zona de Integração do Centro-Oeste Sul-Americano (Zicosur), o governador Marconi Perillo afirmou, em Cuiabá, que a crise política e econômica é oportunidade para que os brasileiros se unam para dizer "sim" ao Brasil; “Nós temos que dizer sim ao Brasil, dar a nossa parcela de contribuição para vencermos os desafios que virão”

Em discurso na abertura da Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal) e do Congresso da Zona de Integração do Centro-Oeste Sul-Americano (Zicosur), o governador Marconi Perillo afirmou, em Cuiabá, que a crise política e econômica é oportunidade para que os brasileiros se unam para dizer "sim" ao Brasil; “Nós temos que dizer sim ao Brasil, dar a nossa parcela de contribuição para vencermos os desafios que virão”
Em discurso na abertura da Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal) e do Congresso da Zona de Integração do Centro-Oeste Sul-Americano (Zicosur), o governador Marconi Perillo afirmou, em Cuiabá, que a crise política e econômica é oportunidade para que os brasileiros se unam para dizer "sim" ao Brasil; “Nós temos que dizer sim ao Brasil, dar a nossa parcela de contribuição para vencermos os desafios que virão” (Foto: José Barbacena)
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Goiás 247 - Em discurso na abertura da Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal) e do Congresso da Zona de Integração do Centro-Oeste Sul-Americano (Zicosur), o governador Marconi Perillo afirmou nesta quarta-feira (21/4), em Cuiabá (MT), que a crise política e econômica é oportunidade para que os brasileiros se unam para dizer "sim" ao Brasil. A convite do governador Pedro Taques, Marconi esteve na FIT Pantanal/Zicosur após a reunião do Consórcio Brasil Central, realizada na capital mato-grossense, e aproveitou a oportunidade para afirmar que o País vai precisar muito dos governadores e dos prefeitos para atravessar este período.

“Nós temos que dizer sim ao Brasil, dar a nossa parcela de contribuição para vencermos os desafios que virão”, afirmou Marconi. O governador disse que a recuperação econômica passará necessariamente pelos Estados do Brasil Central, que geram atualmente R$ 20 bilhões de superávit na Balança Comercial brasileira, e lembrou que o desenvolvimento da infraestrutura, do turismo, do setor de comércio e serviços resultantes da integração entre os Estados do bloco fará com que a região saia na frente na superação da crise.

As crises econômica e política, que culminaram no último domingo com a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados (aprovado por 367 votos a favor, 137 contra e 2 abstenções), dominaram o Fórum de Governadores do Brasil Central, realizado nesta terça-feira (19/4). O governador Marconi Perillo, presidente do Fórum, disse ainda esperar que a crise política seja resolvida em no máximo 20 dias para que o Governo Federal possa colocar em prática programas urgentes de retomada da atividade econômica.

Segundo o governador, enquanto o impedimento da presidente Dilma Rousseff não tiver um veredito do Senado, o País viverá um período de estagnação na área econômica. Entende ser difícil o Congresso Nacional votar projetos importantes com o atual clima político. A falta de um cronograma que dê celeridade à análise de projetos que tratam de renegociação de dívida dos Estados, levou alguns governadores a ingressarem com ação no STF para que o cálculo dos juros das dívidas estaduais com o Tesouro Nacional seja modificado.

O indexador utilizado para o pagamento da dívida dos estados e o projeto de alongamento do prazo para quitação, foi outro assunto dominante na coletiva dos governadores com a imprensa. É que, enquanto os governadores se reuniam em Cuiabá, em Brasília o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa e os governadores de cinco estados – São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, além de representante do Rio de Janeiro – participavam de audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) com o ministro Luiz Edson Fachin para discutir os juros que incidem sobre as dívidas estaduais com a União.

União latino-americana

Na Zicosur – região formada pelo Norte da Argentina, pelo Paraguai, pelo Sul da Bolívia, pelo Sudoeste do Brasil e pelo Norte do Chile –, Marconi disse que o Brasil Central deve se associar em bloco com o aglomerado de regiões latino-americanas para promover obras e investimentos conjuntos. A Zicosur foi criada para promover o desenvolvimento econômico e comercial, principalmente através dos chamados Corredores Biocêanicos, aproveitando os portos do Chile, para conduzir o fluxo de comércio até os mercados da Ásia-Pacífico, espalhando a oferta exportável da Sub-Região.

No discurso, o governador enfatizou que o Brasil Central é estratégico economicamente, tem dado resultados positivos na economia e um deles se refere à Balança Comercial, que gerou, em 2015, R$ 20 bilhões em superávit. Na cidade desde ontem, onde, na qualidade de presidente do Fórum de Governadores do Brasil Central, comandou o dia de reuniões do grupo, o governador afirmou ainda que o centro brasileiro abriga os estados que dão certo, que comandam os melhores índices da economia brasileira, citando também a geração de empregos.

Marconi elogiou os dois eventos que, simultaneamente, são realizados na capital mato-grossense até o próximo domingo, reunindo representantes de vários países da América Latina e da China. “Nos associamos ao Mato Grosso para divulgar nossos destinos turísticos. Este, sem dúvida, é um dos mais belos estados brasileiros”, observou.

A reunião da Zicosur tem por objetivo reunir em um mesmo período autoridades governamentais e líderes empresariais para estreitar as relações e também criar formas de alavancar o turismo e a economia dos seis países pertencentes ao bloco.

Em Cuiabá, os integrantes da Zicosur retomam as discussões para criar uma nova forma de escoar a produção de Mato Grosso pelo oceano pacífico. Entre os assuntos que serão colocados em discussão está a ferrovia bioceânica, que tem o objetivo de cruzar o País saindo do Porto Açu (RJ), passando por Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre chegando ao Oceano Pacífico pelo Peru.

Há ainda em debate no bloco a proposta de pavimentar 300 quilômetros de estrada de terra, entre Cáceres a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Para essa pavimentação em território boliviano o custo estimado é de R$ 400 milhões. Outra proposta é a modernização da ferrovia que liga Antofagasta, no Chile, a Resistência, na Argentina. Paralelo às reuniões de comissões de turismo e infraestrutura, a de indústria e comércio discute a implementação de um fluxo de comércio entre os estados brasileiros que integram o Zicosur (MT, MS e SC) e os países da Ásia e do Pacífico.

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