Tempo surpreende e chuvas alagam cidades baianas

Após mais de 12 horas de intenso temporal em municípios da Bacia do Jacuípe e do Sisal, os rios que cortam aquele território – na área de expansão de Feira de Santana - elevaram bastante seus níveis de água e causaram graves transtornos à população; em Riachão do Jacuípe, a 197 km de Salvador, o Rio Jacuípe transbordou e derrubou ponte na BR-324; uma grande cratera se abriu com as chuvas que caíram sobre a BA-120, trecho de Riachão do Jacuipe a Conceição do Coité, nessa sexta-feira 22

Após mais de 12 horas de intenso temporal em municípios da Bacia do Jacuípe e do Sisal, os rios que cortam aquele território – na área de expansão de Feira de Santana - elevaram bastante seus níveis de água e causaram graves transtornos à população; em Riachão do Jacuípe, a 197 km de Salvador, o Rio Jacuípe transbordou e derrubou ponte na BR-324; uma grande cratera se abriu com as chuvas que caíram sobre a BA-120, trecho de Riachão do Jacuipe a Conceição do Coité, nessa sexta-feira 22
Após mais de 12 horas de intenso temporal em municípios da Bacia do Jacuípe e do Sisal, os rios que cortam aquele território – na área de expansão de Feira de Santana - elevaram bastante seus níveis de água e causaram graves transtornos à população; em Riachão do Jacuípe, a 197 km de Salvador, o Rio Jacuípe transbordou e derrubou ponte na BR-324; uma grande cratera se abriu com as chuvas que caíram sobre a BA-120, trecho de Riachão do Jacuipe a Conceição do Coité, nessa sexta-feira 22 (Foto: Gisele Federicce)
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Para quem já estava acostumado com o intenso valor, com temperaturas que chegavam perto dos 40ºC, os últimos dias têm surpreendido não só quem está em Salvador, mas principalmente em algumas cidades do interior, onde a seca, que colocou em situação de emergência 251 municípios parece ter dado lugar  a fortes chuvas, acompanhadas de trovoadas e inundações.

Para se ter uma idéia da mudança climática, há pouco mais de 15 dias os incêndios florestais eram os cenários mais comuns em diversas regiões da Bahia, principalmente na Chapada Diamantina, e a região do Rio São Francisco enfrentava uma das maiores secas da sua história, levando o nível da barragem de Sobradinho a menos de 2% do seu volume útil. Atualmente esse volume está em 3,23% com tendência de alta e chove tanto no norte de Minas Gerais, onde ficam as nascentes do rio, como em toda região ao longo do seu curso na Bahia.

Em Salvador, desde o Ano Novo até ontem, havia chovido 123,9 milímetros, conforme as mediações feitas pelo instituto Nacional de Meteorologia (IInmet). Foram até agora 11 dias de chuvas, quase no limite histórico da média pluviométrica de 138 mm, e de 13 dias chuvosos para o mês de janeiro. E a previsão  meteorológica indica que pelo menos até o próximo domingo há possibilidades de mais chuvas com trovoadas em diversas regiões do estado e Região Metropolitana de Salvador.

Para a meteorologista do Inmet na Bahia, Marinez Cardoso, apesar das mudanças, quando comparadas com o final do ano passado, não se trata de fenômenos atípicos, mas com de natureza cíclica. “Estamos sob a regência do El Niño, que ocorre periodicamente em todo o mundo, e historicamente o mês de janeiro é marcado por chuvas não intensas, que em média ocorrem durante 11 dias no mês”, disse. Para ela, prevalece a tendência de que com o El Niño o verão será de poucas chuvas e intenso calor.

Apesar das chuvas, o tempo continua abafado na maior parte do Estado e em Salvador. Para os próximos dias, com forme as previsões tanto do instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), como do Centro de Previsão e Estudos Climáticos (Cpetc), a tendência é que até o domingo ocorram chuvas com trovoadas ao longo do litoral, Chapada Diamantina, Oeste e Norte do estado, com temperaturas altes, que em Salvador podem chegar a 32º C.

Por sua vez, Marinez Cardoso explica que é prematuro se fazer qualquer prognóstico para o período do Carnaval, mas se for mantida a tendência histórica, poderão ocorrer chuvas esporádicas, por causa da concentração de umidade e calor em todo o Estado.

Em fevereiro, historicamente, a média pluviométrica em Salvador é de 142 milímetros, com 15 dias de chuvas distribuídas ao longo do mês.
O fenômeno El Niño, nas análises do Cptec e do Inemt deverá continuar até o final de março, mas atualmente o que se observa na Bahia, conforme explica a meteorologista do Inmet, é que há uma concentração de umidade combinada com a temperatura do oceano Atlântico, que forma uma espécie de corredor que vai do Amazonas, passando pela Regiões Centro Oeste até chegar ao  litoral baiano. “Isso faz com que os períodos de chuvas, como os que vêm ocorrendo atualmente, sejam mais longos e persistentes, mas sem as intensidades das chuvas de outono”, disse.

A chamada Zona de Convergência do Atlântico Sul, conforme disse, deverá continuar influenciando o tempo nos próximos dias, mantendo o céu encoberto e chuvoso em toda a Bahia. É resultante da combinação de uma frente fria que permanece sobre o Sudeste brasileiro e sul do Estado, e a umidade que vem da região Amazônica e do Oceano Atlântico. Mesmo com essa mudança de tempo, o baiano conviverá com  altas temperaturas  em várias regiões, principalmente no Oeste e São Francisco, onde a temperatura pode chegar a 35°C, e provocar  chuvas fortes e trovoadas.

Temporal que deixou desabrigados em Riachão durou mais de 12 horas

Por Albenísio Fonseca - Após mais de 12 horas de intenso temporal em municípios da Bacia do Jacuípe e do Sisal, ontem, os rios que cortam aquele território – na área de expansão de Feira de Santana - elevaram bastante seus níveis de água e causaram graves transtornos à população. Em Riachão do Jacuípe, a 197 km de Salvador, o Rio Jacuípe transbordou, derrubou ponte na BR-324, provocando enorme engarrafamento e levou à interdição da BA 120.

O deslocamento para Feira de Santana passou a ser feito por desvio pela cidade de Serra Preta.

A ponte que fica na BA-120 e liga a cidade à Conceição do Coité, também sofreu a ação do volume da água, transbordou. Alagamentos foram verificados nos bairros Bela Vista, Alto do Cruzeiro, Alto do Cemitério e Ranchinho. O transbordamento do Riacho Verde, que fica no sentido Feira de Santana, inundou as localidades de Clériston Andrade, Jatobá, Barra, além dos loteamentos São José e Ranchinho.

Os rios Boqueirão e Tocós que atravessam o município também transbordaram deixando ilhadas dezenas de moradores.

Diversas famílias que residem nas margens dos dois rios estão desabrigadas depois que tiveram suas casas invadidas pela água. A prefeita Tânia Matos solicitou ajuda ao Corpo de Bombeiro de Feira de Santana para o resgate das vítimas que estão ilhadas em áreas do município. Ela apelava a donos de caminhões que ajudassem às famílias no transporte dos pertences que pudessem ser recuperados. A Prefeitura deflagrou uma campanha para arrecadação de alimentos, água e roupas para as famílias atingidas que estão sendo removidas para casas de parentes e imóveis públicos.

ENERGIA CORTADA

Tendo em vista as fortes chuvas e a enchente do Rio Jacuípe, a Coelba desligou, preventivamente, ontem, o fornecimento de energia em parte da cidade de Riachão do Jacuípe. Essa medida teve como objetivo garantir a segurança dos moradores em relação aos riscos elétricos. Assim que a situação no município for normalizada e, após avaliação da rede elétrica quanto a possíveis danos em função do problema, o fornecimento será restabelecido.

A empresa informa que equipes encontram-se no município realizando inspeção em toda a rede elétrica com o objetivo de atuar preventivamente em quaisquer situações que envolvam a segurança da população e do sistema elétrico. Caso sejam identificadas situações de risco, outros desligamentos preventivos poderão ocorrer.

Conde está em alerta máximo

A Prefeitura de Conde, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, informa que, moradores, comerciantes e fazendeiros devem ficar em alerta máximo a partir de hoje (22), visto que segundo informações do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia, o Inema, provavelmente, nas próximas horas haverá risco de enchente no município de Conde em virtude do alto volume de água que se faz presente nas cabeceiras do Rio Itapicuru e em seus afluentes.

A Prefeita Marly Madeirol, que tem pleno conhecimento das enchentes passadas, sensibilizada, já disponibilizou todos os espaços das escolas públicas e de prédios públicos, transportes da Prefeitura e da sua própria empresa em parceria com os empresários de todo o Município para os possíveis desabrigados.

A Prefeita Marly Madeirol também está o tempo inteiro se comunicando com o Corpo de Bombeiros e com a Defesa Civil e se reunindo com a sua Equipe de Governo buscando soluções e alternativas para que a enchente cause o menor impacto possível à população condense.

Chuvas abrem cratera na BA-120

Uma grande cratera se abriu com as chuvas que caíram sobre a BA-120, trecho de Riachão do Jacuipe a Conceição do Coité nessa sexta-feira (22/1).

A cratera foi aberta provavelmente por causa das águas vindas pelo sangradouro do Açude do Cedro, que se chocaram contra a rampa da pista.

Como a movimentação de veículos foi mais intensa pela rodovia nesta sexta-feira, é provável que tenha forçado e o terreno cedido.

Uma cratera também se abriu rente à ponte sobre o Rio Boqueirão, que cruza com a BR-324 no bairro da Barra, a cerca de 1 km da área urbana da cidade.

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