Tornozeleira de Rocha Loures derruba delegado em Goiás

Por conta do favorecimento para que o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures deixasse o Complexo Penitenciário da Papuda, o Secretário de Segurança Pública de Goiás, Victor Dragalzew Júnior, foi exonerado do cargo; Rocha Loures passou à frente de cerca de 100 presos do sistema carcerário goiano ao conseguir uma tornozeleira eletrônica para deixar a Papuda; O ex-parlamentar ficou preso em Brasília entre 3 de junho e 1º de julho, após ter sido flagrado pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil, suposta propina paga pelo frigorífico JBS e que teria como destinatário final o presidente Michel Temer (PMDB) 

rocha loures
rocha loures (Foto: Charles Nisz)

Goiás 247 - Para deixar a prisão, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) "furou a fila" da tornozeleira eletrônica. Por conta da medida, na qual Rocha Loures passou à frente de 100 outros presos para deixar o presídio da Papuda, em Brasília, Victor Dragalzew Júnior, superintendente executivo de Administração Penitenciária da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária, foi exonerado na sexta-feira (21/7).

Assinado pelo governador Marconi Perillo (PSDB), o ato administrativo consta em edição extra do Diário Oficial do estado divulgada na tarde de segunda-feira (24/7). Dragalzew deixa a função três semanas após a revelação de que Rocha Loures passou à frente de cerca de 100 presos do sistema carcerário goiano ao conseguir uma tornozeleira eletrônica para deixar a Papuda.

O ex-parlamentar ficou preso em Brasília entre 3 de junho e 1º de julho, após ter sido flagrado pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil, suposta propina paga pelo frigorífico JBS e que teria como destinatário final o presidente Michel Temer (PMDB). Como o Distrito Federal não tinha tornozeleiras eletrônicas, Rocha Loures conseguiu o equipamento no estado vizinho. O Ministério Público de Goiás questionou a decisão, apontou favorecimento ao político e ingressou com ação judicial para cobrar a devolução do aparelho. A Justiça goiana deve analisar o pedido nos próximos dias.

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