Tráfico de drogas em Goiás perde 17,8 toneladas

Forças de segurança pública alcançam números históricos; no período de 1º de janeiro a 27 de abril de 2016, polícias Civil e Militar apreendem 16,64 toneladas de maconha, 397 quilos de pasta base de cocaína e 811 de insumos; ações ostensivas podem tirar estado da rota do tráfico nacional e internacional; associação criminosa liderada por um dos maiores traficantes da região foi desarticulada nesta quarta-feira; vice-governador e secretário José Eliton destaca “avanços relevantes” no combate à criminalidade

Forças de segurança pública alcançam números históricos; no período de 1º de janeiro a 27 de abril de 2016, polícias Civil e Militar apreendem 16,64 toneladas de maconha, 397 quilos de pasta base de cocaína e 811 de insumos; ações ostensivas podem tirar estado da rota do tráfico nacional e internacional; associação criminosa liderada por um dos maiores traficantes da região foi desarticulada nesta quarta-feira; vice-governador e secretário José Eliton destaca “avanços relevantes” no combate à criminalidade
Forças de segurança pública alcançam números históricos; no período de 1º de janeiro a 27 de abril de 2016, polícias Civil e Militar apreendem 16,64 toneladas de maconha, 397 quilos de pasta base de cocaína e 811 de insumos; ações ostensivas podem tirar estado da rota do tráfico nacional e internacional; associação criminosa liderada por um dos maiores traficantes da região foi desarticulada nesta quarta-feira; vice-governador e secretário José Eliton destaca “avanços relevantes” no combate à criminalidade (Foto: José Barbacena)
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Goiás 247 - As forças policiais da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) conseguiram apreender, no período de 1º de janeiro a 27 de abril deste ano, cerca de 17,85 toneladas de drogas e desarticular organizações criminosas responsáveis por grande parte do abastecimento das bocas de fumo da capital e, também, da região metropolitana, além de outros mercados. Os números revelam que o uso da inteligência, aliado às operações integradas entre as polícias Civil, Militar e com o apoio de outras instituições, como a Polícia Federal, pode, além de gerar um grande desequilíbrio no mercado interno de drogas, tirar Goiás da rota do tráfico nacional e internacional.

O vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, José Eliton, participou nesta quarta-feira (27/4) de entrevista coletiva, onde foram apresentados detalhes sobre operação entre Polícia Militar e Polícia Federal que resultou na desarticulação de associação criminosa que traficava drogas no Estado. Entre os presos, está Salvador Espíndola Antunes, de 28 anos, considerado um dos maiores traficantes de drogas de Goiás. Apesar da pouca idade, Salvador possui passagens, entre outros crimes, por tráfico de drogas, associação criminosa, roubo qualificado, porte ilegal de arma de fogo e receptação. Na operação, foi apreendida 1,2 tonelada de maconha. Na soma geral deste ano, chegou a 17,85 toneladas. Na entrevista, José Eliton ressalta a importância da integração entre as corporações policiais. “O avanço dessa junção de forças tem permitido resultados muito relevantes quando se trata de combater a criminalidade. Vamos continuar atuando de forma integrada”, destaca.

Oito pessoas foram presas na operação. Entre os detidos, também está Roberto Carlos Pires de Andrade. Ele é irmão de Rivadávia Sande Pires de Andrade Júnior - considerado um dos maiores ladrões de bancos e carros-fortes do Brasil, que foi recapturado pela Polícia Militar na última semana. Na operação desta quarta-feira, além da grande quantidade de maconha encontrada, também foram apreendidos diversos veículos de luxo.

Do total de drogas apreendidas em todo o estado pelas diferentes equipes policiais civis e militares, 16,64 toneladas foram de maconha; 397 quilos de pasta base de cocaína; e outros 811 quilos de insumos, sendo que o maior volume de apreensões se concentrou nos dois últimos meses, período em que se intensifica a circulação de maconha no mercado. Para se chegar a esses números, foram consideradas as apreensões feitas pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) e os Grupos Especiais de Repressão a Narcóticos (Genarc) nas regionais, além das apreensões feitas pela Polícia Militar, por meio de suas forças táticas de missões especiais e unidades regulares que atuaram em conjunto com as unidades da Polícia Civil nos municípios. Também foi incluída a apreensão feita pela Polícia Militar e Polícia Federal numa ação integrada na cidade de Anápolis.

Neste levantamento já está computada a ação desta quarta-feira (27/4), quando a Polícia Militar, por meio do Grupo de Radiopatrulha Aérea (GRAer), apreendeu cerca de 1,2 tonelada de maconha. A operação em conjunto com a Polícia Federal deteve grupo de suspeitos e veículos de luxo. Entre os criminosos está um homem conhecido por Salvador e, segundo a PM, considerado em 2012 um dos maiores traficantes de Goiás.

Para o delegado adjunto da Denarc, Vinícius Teles da Silva Costa, a maior parte das drogas apreendidas tinha como destino o mercado interno. “Vinha para ser comercializada aqui na capital e em todo o estado, o que mostra o alto consumo de drogas em Goiás”, afirma. Segundo ele, isso não significa que o consumo tenha aumentado. “O que melhoraram foram as ações das polícias que agiram, cada uma dentro das suas especificidades, conseguindo desmantelar grupos criminosos e efetuar a apreensão de grande quantidade de drogas”, diz.

Quanto aos números de drogas apreendidas, Vinícius Teles ressalta que as 16,64 toneladas de maconha interceptadas colocam o estado de Goiás entre as unidades da federação que mais apreenderam o produto este ano. “E embora pareça que os 397 quilos de pasta base de cocaína significa uma apreensão pequena isso não é verdade, tanto pelo que irá produzir em cocaína em pó, que é quatro vezes mais a quantidade de pasta base, quanto pelo alto valor da droga no mercado”, ressalta.

Segundo o tenente-coronel Ricardo Mendes, assessor de imprensa da Polícia Militar, mesmo não estando num estado de fronteira com outro país, a PM de Goiás trabalha diariamente no enfrentamento com tráfico de drogas. “Todo policial militar, em cada um dos municípios goianos, tem obrigação constitucional de retirar as drogas de circulação e trabalha intensamente para isso”, acentua. Conforme destaca, além de evitar os efeitos devastadores das drogas na sociedade, as apreensões quebram a capacidade financeira das quadrilhas.

Além das unidades de área da Polícia Militar, têm se destacado no combate ao tráfico e ao comércio de drogas as missões especiais da corporação, entre elas o Grupo de Radiopatrulha Aérea (GRAer), as Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam) e o Grupo de Intervenção Rápida Ostensiva (Giro). Nesses quatro meses, várias apreensões de maconha e cocaína foram realizadas pela Polícia Militar em todo o estado.

O tráfico de drogas é o delito central que fomenta toda a criminalidade, seja patrimonial seja de violência contra a pessoa. Pesquisas revelam que mais de 50% dos crimes são cometidos em função do consumo, do comércio ou do tráfico de drogas ilícitas no país.

Segundo Vinícius, enquanto um quilo de maconha é vendido no atacado por cerca de R$ 1,2 mil, o quilo da pasta base de cocaína chega a variar de R$ 13 a R$ 14 mil. Depois de adicionado a insumos como ácido bórico e cafeína, por exemplo, a droga aumenta quatro vezes o volume. Assim, um quilo de pasta base se transforma em quatro quilos de cocaína que vai ser divididos em gramas que chegam a R$ 30. Ou seja, um quilo de pasta base vai resultar, ao final, em cerca de R$ 100 mil.

 

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