Transplante de pênis. Nos Estados Unidos, mais um caso bem sucedido

Os cirurgiões do Massachusetts General Hospital de Boston, nos Estados Unidos, conseguiram transplantar com êxito o pênis de um paciente falecido, em Thomas Manning (64 anos), que fora parcialmente amputado, devido a um câncer em 2012.


 

Por Damien Mascret – Le Figaro

 

Para Thomas Manning, a noite de 8 a 9 de maio de 2016 permanecerá aquela em que ele recuperou sua virilidade, ou pelo menos, um pênis inteiro. O dele tendo sido bastante amputado, deixando-o apenas com 2,5 cm de comprimento, quatro anos antes, devido a um câncer do pênis. Uma doença relativamente rara (cerca de 2 mil casos por ano nos Estados Unidos), mas devastadora pelo fato de afetar o íntimo da pessoa. Antes mesmo de deixar o hospital, ele havia se candidatado para um futuro transplante. Mas teve que esperar quatro anos.

 

O norte-americano Thomas Manning, o terceiro caso de transplante de pênis bem sucedido.

O norte-americano Thomas Manning, o terceiro caso de transplante de pênis bem sucedido.

 

Nada de sexo durante vários meses

Segundo o Dr. Curtis Cetrulo, que liderou a equipe de cirurgiões de Boston, entrevistado pelo New York Times : «Se tudo correr como planejado, Thomas Manning deve urinar normalmente dentro de algumas semanas e retomar a função sexual após algumas semanas ou meses ». Outros pacientes  também estão à espera de um transplante, especialmente após lesões do pênis, por acidente ou durante operações militares. Um programa foi anunciado em dezembro de 2015 pelo Prof. Arthur Burnett da universidade John Hopkins, principalmente para militares tendo sofrido lesões genitais graves (86  casos entre 2001 e 2013).

A China abriu o caminho em 2006

Os dois primeiros transplantes do pênis já foram realizados. O primeiro na China em 2006, mas o paciente, um homem de 44 anos de idade que recebeu o órgão de um doador falecido de 22 anos, havia solicitado a retirada após 14 dias, pois ele e sua esposa não conseguiram lidar com isso psicologicamente. Em parte, por causa de um edema significativo, devido, segundo os cirurgiões do Johns Hopkins, à ausência de reconexões de alguns vasos cuja importância só foi recentemente descoberta. No entanto, a intervenção realizada na África do Sul em   11 de dezembro de 2014 em um jovem de 21 anos, foi bem sucedida. Em 2015, ele até se tornou pai de modo natural . O jovem tinha sido parcialmente amputado de seu pênis devido a complicações durante uma circuncisão.

 

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