Tratamento de Lula contra pneumonia vai durar 14 dias

Isso no significa que Lula ter de permanecer internado ao longo de todo esse perodo, no Hospital Srio Libans, informam os mdicos

Tratamento de Lula contra pneumonia vai durar 14 dias
Tratamento de Lula contra pneumonia vai durar 14 dias (Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência)

O oncologista Artur Katz, que integra a equipe que cuida de Luiz Inácio Lula da Silva, informou hoje (5) que o tratamento contra a pneumonia do ex-presidente deve durar até duas semanas, o que não significa que Lula terá de permanecer internado, ao longo de todo esse período, no Hospital Sírio Libanês, na capital paulista. "Normalmente são de 10 a 14 dias de antibióticos, mas não obrigatoriamente esse período (de tratamento) se dará no hospital. Uma vez consolidada a melhora ele pode tomar os antibióticos em casa."

De acordo com Katz, Lula foi submetido ontem a uma tomografia que não detectou a presença do tumor na laringe. Mas o exame que vai comprovar o sucesso do tratamento só será feito após a melhora da inflamação e do inchaço na garganta. "O que a gente pode dizer é que não se vê um tumor grosseiro", revelou.

Lula foi internado ontem (4) com febre baixa e com dificuldade para engolir. Segundo o médico, o ex-presidente já se sente melhor e vem respondendo bem ao tratamento. Katz contou que Lula não sente mais dor para engolir, apenas um desconforto. "A dor maior foi ter visto a derrota do Corinthians ontem", disse.

Katz disse que a restrição às visitas foi necessária não devido à pneumonia, mas para evitar que o ex-presidente faça esforço para falar, o que causa desconforto na laringe. "É para tentar fazer o ex-presidente dar uma pausa vocal e falar menos", explicou. De acordo com o médico, a pneumonia é uma reação considerada natural ao tratamento que provocou a redução da imunidade de Lula, além de queda de peso e de seu ânimo geral. Os efeitos da quimioterapia e radioterapia podem durar de três a quatro semanas após o término das sessões e a melhora é gradual. "O tratamento ao qual o ex-presidente foi submetido é extraordinariamente pesado", ressaltou Katz. "Em alguns aspectos a tolerância do ex-presidente foi até muito maior que a das maioria das pessoas", acrescentou.

Embora o presidente tenha reagido bem ao tratamento, a imunidade de Lula não deve voltar ao níveis anteriores à doença e ao tratamento. "Evidentemente, muda a imunidade. Não se pode dizer que ele não tenha uma imunidade boa mas não é uma imunidade igual ao do passado ou a que voltará ter em breve."

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