TRF-4 mantém o calvário de Lula

A condenação do ex-presidente Lula por 3 a 0 no Tribunal Regional Federal da 4ª Região  foi mais pesada do que imaginavam Lula, sua defesa e os que lhes são próximos; Mas ela, ao mesmo tempo em que não pôs fim ao seu calvário junto à Lava Jato, não o impedirá de manter sua campanha eleitoral na rua, escrevem Arnaldo César e Marcelo Auler

TRF-4 mantém o calvário de Lula
TRF-4 mantém o calvário de Lula

Por Arnaldo César e Marcelo Auler, de Porto Alegre

A condenação por 3 a 0, nessa quarta-feira (24/01), pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região – TRF-4 foi mais pesada do que imaginavam Lula, sua defesa e os que lhes são próximos. Mas ela, ao mesmo tempo em que não pôs fim ao seu calvário junto à Lava Jato, não o impedirá de manter sua campanha eleitoral na rua.

Em até dez dias, já que no seu caso os prazos têm sido atropelados com constância, a partir da publicação do acórdão deste julgamento, seus advogados persistirão na “via crucis”. Inicialmente com o chamado embargo de declaração junto ao próprio TRF-4, no qual pedirão explicações e detalhes da sentença.

Recorrerão ainda a outros recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no próprio Supremo Tribunal Federal (STF), não apenas na tentativa de anular a decisão que confirmou a sentença do juiz Sérgio Moro e aumentou a pena para 12 anos, mas principalmente para evitar a sua prisão. Afinal, como os desembargadores do tribunal do sul do país verbalizaram na sessão, eles farão de tudo para que o juiz Moro possa determiná-la com rapidez.

O “andor” a ser carregado pelo líder petista ainda trilhará por outra corte – o Tribunal Superior Eleitoral. Nela é que se travará a discussão sobre suas chances de se candidatar a presidente da República, de acordo com que preconiza a “Lei da Ficha Limpa”.

Este debate, porém, só começará depois de o Partido dos Trabalhadores, oficialmente registrar sua inscrição como candidato. Algo que pode ser feito até 15 de agosto. Até lá, muita água deverá correr por debaixo da ponte que nos levará às eleições de 2018.

Quem teve a pachorra de assistir o julgamento, de exatas 9 horas e quinze minutos, no TRF-4, pode perceber o massacre a que o ex-presidente foi submetido. Surpreendeu a muitos, inclusive, e principalmente, a este Blog que chegou a admitir um placar diferente, livrando-o deste calvário.

Ao contrário do que previmos poucas horas antes de se iniciar a sessão – motivo pelo qual o Blog reconhece que errou e pede desculpas aos seus leitores – os desembargadores João Pedro Gebran Neto (relator do processo), Leandro Paulsen (revisor do caso) e Victor Luiz de Santos Laus votaram em bloco.

Confira a íntegra do texto no site de Marcelo Auler.

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