TSE: CRM-GO deve parar de pedir votos contra Dilma

Tribunal Superior Eleitoral determinou que o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) pare de enviar carta a seus associados pedindo votos contra a presidente Dilma Rousseff nas eleições; ministro Herman Benjamin viu ilegalidade na ação; pedido à Justiça Eleitoral havia sido feito pela coligação da petista

Tribunal Superior Eleitoral determinou que o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) pare de enviar carta a seus associados pedindo votos contra a presidente Dilma Rousseff nas eleições; ministro Herman Benjamin viu ilegalidade na ação; pedido à Justiça Eleitoral havia sido feito pela coligação da petista
Tribunal Superior Eleitoral determinou que o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) pare de enviar carta a seus associados pedindo votos contra a presidente Dilma Rousseff nas eleições; ministro Herman Benjamin viu ilegalidade na ação; pedido à Justiça Eleitoral havia sido feito pela coligação da petista (Foto: Gisele Federicce)

Goiás 247 – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) suspenda o envio de cartas a seus associados pedindo voto contra a presidente Dilma Rousseff nas eleições. Os comunicados estavam sendo encaminhados por meio de um e-mail institucional da entidade.

O ministro Herman Benjamin enxergou ilegalidade na ação e, em decisão liminar, determinou que o envio das cartas seja interrompido. O pedido à Justiça Eleitoral havia sido feito por Dilma, candidata à reeleição, e pela coligação Com a Força do Povo, que apoia a candidatura da petista.

Em sua decisão, o ministro enxergou prejuízo à campanha de Dilma devido ao "efeito multiplicador da mensagem". "Não só pela quantidade de médicos ativos associados ao conselho – cerca de 11.827, segundo a inicial relata –, mas também por se tratar de parcela da sociedade integrada por notórios formadores de opinião", ressaltou.

Em reportagem publicada há um semana, o 247 informou que, nos emails, o Cremego pedia para que os médicos trabalhassem contra Dilma junto a seus pacientes, no consultório. Um dos candidatos recomendados no texto era Ronaldo Caiado, que é medico, opositor a Dilma e tenta agora uma vaga no Senado. O Cremego e outras entidades que assinam a nota afirmam que estão em guerra contra o governo federal e são contra o programa Mais Médicos.

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