Uma hora de bike por semana. Anos a mais de vida

As pessoas que usam a bicicleta para se dirigir ao local de trabalho são menos vítimas de doenças ligadas ao sedentarismo, como o diabetes, a obesidade e a hipertensão arterial. Uma hora de bike por semana pode reduzir consideravelmente o risco de doença coronariana, segundo dois estudos recém publicados por estudiosos escandinavos.

Uma hora de bike por semana. Anos a mais de vida
Uma hora de bike por semana. Anos a mais de vida

 

 

Por: Le Figaro Santé

 

Pedalar para se divertir ou para se deslocar a algum lugar sempre foi uma prática boa para a saúde. Há muito sabemos que sentar no selim e pedalar regularmente diminui o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Dois estudos publicados esta semana na revista Circulation e no Journal of the American Heart Association, sugerem que uma hora de bike semanalmente já seria suficiente para reduzir consideravelmente o risco de crise cardíaca.

Ao menos uma hora por semana

O primeiro estudo foi feito por cientistas da Universidade do Sul da Dinamarca com uma amostragem de 45 mil adultos por um período de pouco mais de vinte anos. Ele concluiu que as pessoas que pedalam regularmente têm seu risco de manifestar uma crise cardíaca diminuída de 11 a 18%. Esses mesmos pesquisadores estimam que das 2892 crises cardíacas que aconteceram com o grupo da amostragem durante os últimos vinte anos, 7% poderiam ter sido evitadas se as pessoas tivessem cultivado o hábito de pedalar.  No final do cômpito, os autores da pesquisa afirmam que pedalar ao menos uma hora por semana seria suficiente para reduzir consideravelmente o risco de doença coronariana.

“Muitas pessoas acreditam que ser ativo fisicamente significa praticar exercícios estruturados com regularidade”, indica o autor principal do estudo, Anders Grontved. “Nosso estudo mostra que pedalar durante uma hora por semana para ir ao trabalho ou para se divertir já pode representar um grande benefício para o coração”.

O segundo estudo, publicado pelo Journal of the American Heart Association, acompanhou durante dez anos 20 mil suecos com idade média de 43 anos no início do período do teste. Ao final do mesmo, as pessoas que se dirigiam ao trabalho em bike tinham sido muito menos atingidas por moléstias ligadas ao sedentarismo. Seus riscos de sofrer de obesidade, de hipertensão arterial e de diabetes foram reduzidos respectivamente de 39, 11 e 18% em relação àqueles que utilizaram meios de transporte que exigem pouco ou nenhum esforço.

Quase nunca é tarde demais para pedalar

Os autores dos dois estudos lembram que quase nunca é tarde demais para pedalar uma bicicleta. “Naturalmente, passar de um meio de transporte passivo a um meio ativo não significa apenas um aumento da atividade física de intensidade moderada, mas também uma diminuição de comportamentos sedentários como permanecer sentado em um carro ou um ônibus”, esclarece o médico Paul Francks. 

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