Unicamp tem situação financeira dramática, diz reitor

Reitor da Unicamp, que recentemente ultrapassou a USP como a melhor da América Latina, o físico Marcelo Knobel não usa meias palavras; em sua opinião, a crise financeira vivida pela Unicamp é "dramática"; para ele, o teto salarial de R$ 21 mil das universidades estaduais paulistas, afirma, é um "risco seríssimo" à capacidade das instituições de atrair os melhores profissionais; por fim, o ensino superior no Brasil é muito "engessado" e precisa de currículos flexíveis

Reitor da Unicamp, que recentemente ultrapassou a USP como a melhor da América Latina, o físico Marcelo Knobel não usa meias palavras; em sua opinião, a crise financeira vivida pela Unicamp é "dramática"; para ele, o teto salarial de R$ 21 mil das universidades estaduais paulistas, afirma, é um "risco seríssimo" à capacidade das instituições de atrair os melhores profissionais; por fim, o ensino superior no Brasil é muito "engessado" e precisa de currículos flexíveis
Reitor da Unicamp, que recentemente ultrapassou a USP como a melhor da América Latina, o físico Marcelo Knobel não usa meias palavras; em sua opinião, a crise financeira vivida pela Unicamp é "dramática"; para ele, o teto salarial de R$ 21 mil das universidades estaduais paulistas, afirma, é um "risco seríssimo" à capacidade das instituições de atrair os melhores profissionais; por fim, o ensino superior no Brasil é muito "engessado" e precisa de currículos flexíveis (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O físico Marcelo Knobel, 49, reitor da Unicamp, escolhida recentemente como a melhor universidade da América Latina, não usa meias palavras. Em sua opinião, a crise financeira vivida pela Unicamp é "dramática".

O teto salarial de R$ 21 mil das universidades estaduais paulistas, afirma, é um "risco seríssimo" à capacidade das instituições de atrair os melhores profissionais. E, por fim, o ensino superior no Brasil é muito "engessado" e precisa de currículos flexíveis.

Ele diz ainda que mudanças no vestibular são bem-vindas e defende as cotas para negros e estudantes de escola pública. Em maio deste ano, a universidade aprovou um projeto de cotas mais ambicioso do que o previsto nas universidades federais, e que será decidido em novembro.

Knobel prevê que a Unicamp tenha metade dos alunos de escola pública. O objetivo é que essa proporção seja atingida por curso e turno. Neste ano, pela primeira vez isso ocorreu entre os ingressantes. Prevê ainda a meta de 37,5% de alunos autodeclarados pretos, pardos e indígenas em relação ao total de alunos (e não só à metade reservada à escola pública, como ocorre nas federais).

Físico, Knobel inicia a gestão em um momento difícil para as três universidades estaduais paulistas. Com receita vinculada à arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), as três viram os recursos minguarem com a crise econômica no país. Os gastos com funcionários, porém, continuaram a subir. A Unicamp deve terminar o ano com deficit de mais de R$ 200 milhões.

As informações são de reportagem de Angela Pinho na Folha de S.Paulo.

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