UPAs de Aracaju passarão por nova vistoria

Até o próximo final de semana os Conselhos Regionais de Medicina e Enfermagem realizarão nova vistoria nas Unidades de Pronto Atendimento Nestor Piva, na Zona Norte, e Fernando Franco, na Zona Sul, ambas localizadas em Aracaju e que funcionam 24 horas por dia; segundo a presidente do Conselho Regional de Enfermagem, Gabryella Garibalde, "está havendo reincidência dos problemas, fato comprovado pelos trabalhadores que fazem contato com os conselhos"; o Ministério Público de Sergipe deve interditar pela segunda vez apenas este ano as UPAs, alertou o CRE

Até o próximo final de semana os Conselhos Regionais de Medicina e Enfermagem realizarão nova vistoria nas Unidades de Pronto Atendimento Nestor Piva, na Zona Norte, e Fernando Franco, na Zona Sul, ambas localizadas em Aracaju e que funcionam 24 horas por dia; segundo a presidente do Conselho Regional de Enfermagem, Gabryella Garibalde, "está havendo reincidência dos problemas, fato comprovado pelos trabalhadores que fazem contato com os conselhos"; o Ministério Público de Sergipe deve interditar pela segunda vez apenas este ano as UPAs, alertou o CRE
Até o próximo final de semana os Conselhos Regionais de Medicina e Enfermagem realizarão nova vistoria nas Unidades de Pronto Atendimento Nestor Piva, na Zona Norte, e Fernando Franco, na Zona Sul, ambas localizadas em Aracaju e que funcionam 24 horas por dia; segundo a presidente do Conselho Regional de Enfermagem, Gabryella Garibalde, "está havendo reincidência dos problemas, fato comprovado pelos trabalhadores que fazem contato com os conselhos"; o Ministério Público de Sergipe deve interditar pela segunda vez apenas este ano as UPAs, alertou o CRE (Foto: Valter Lima)

Cândida Oliveira, do Jornal do Dia - Até o próximo final de semana os Conselhos Regionais de Medicina e Enfermagem realizarão nova vistoria nas Unidades de Pronto Atendimento Nestor Piva, na Zona Norte, e Fernando Franco, na Zona Sul, ambas localizadas em Aracaju e que funcionam 24 horas por dia.

Segundo a presidente do Conselho Regional de Enfermagem, Gabryella Garibalde, as unidades de saúde estão sendo monitoradas devido à interdição ética que houve em março deste ano. "Os gestores fizeram abastecimento de insumos, medicamentos, instalaram equipamentos, porém foram em pequena quantidade, por isso estamos revisitando os locais", relatou.

Ela contou também que servidores das unidades estão fazendo as denúncias. "Como está havendo reincidência, fatos comprovados pelos trabalhadores que fazem contato com os conselhos, o Ministério Público de Sergipe deve interditar pela segunda vez apenas este ano as UPAs", alertou Gabryella.

No último dia 16 de abril os conselhos estiveram nas UPAs duas vezes. Pela manhã constataram os mesmos problemas de quando houve a interdição, no final da tarde houve abastecimento da farmácia e almoxarifado de medicamentos e insumos, respectivamente. A direção do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed/SE) disse que não há condições mínimas de funcionamento das unidades de saúde, pois os problemas interferem diretamente no exercício da atividade médica e o atendimento da população. "Enviamos ofício ao Conselho Regional de Medicina de Sergipe solicitando uma possível interdição ética na UPA Nestor Piva", disse o vice-presidente do Sindicato, José Menezes.

Os problemas são citados pelo sindicalista. "A falta de remédios analgésicos, antialérgicos e anti-inflamatório, agulhas, luvas, gases, equipamentos de monitoramento cardíaco para pacientes internados para estabilização e Raio X são alguns dos problemas enfrentados pelos profissionais e população, pois não existem condições mínimas de atendimento. A precarização e sucateamento das unidades leva a crer que a prefeitura esteja provocando intencionalmente este problema para justificar a implantação das Organizações Sociais na rede", ressaltou.

A assessora de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde informou que está havendo dificuldade com os processos licitatórios, os nomeados de 'licitação que abortou', são os casos que o processo chega próximo do final, porém não se concretiza. "Quando não é finalizado, o processo licitatório inicia mais uma vez e leva em média 120 dias para concluir, ou seja, o que emperra são as necessidades que o processo público exige", explica Cristina Rochadel.

A entrega com falha no quantitativo também é outro problema, bem como a falta de medicamentos nos laboratórios. "Muitas vezes o montante comprado não é entregue na sua totalidade, falta compromisso dos laboratórios. Também estamos com problemas de remédios nos fornecedores de Sergipe, Bahia e Alagoas, o que nos faz procurar por laboratórios de outras regiões do país e piora a situação", comentou Cristina.

No tocante às compras emergenciais, ela informou que quando há licitação de um determinado produto, este não pode ser comprado no regime emergencial. "Mesmo que a licitação tenha abortado como o processo foi iniciado, o produto não pode ser comprado em caráter emergencial".

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