Usuários de 12 planos de saúde sem atendimento

Médicos fazem protesto de 24 horas no dia 25 contra os baixos valores pagos pelos serviços das seguintes operadoras: Sul América, Funcação Itaú, Gama Saúde, Golden Cross, Imas, Ipasgo, Promed, Plamed, Caesan, Petrobras, Fassincra e Fusex; juntas, as empresas somam 850 mil usuários no Estado; apenas casos de emergência serão atendidos; “Muitas operadoras continuam interferindo na autonomia do médico”, reclama o presidente do Cremego, Salomão Rodrigues Filho (foto)

Usuários de 12 planos de saúde sem atendimento
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A Redação_ Uma ação conjunta dos médicos vai paralisar o atendimento aos planos de saúde em todo o Brasil nesta quinta-feira (25/4). A data, que foi intitulada como "Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde", tem como objetivo chamar a atenção da sociedade em geral para a necessidade do atendimento às reivindicações da classe médica para, assim, garantir a qualidade da assistência aos usuários do setor de saúde suplementar.

Só em Goiás, 12 operadoras de planos de saúde terão as atividades suspensas por 24 horas. Elas estão na mira da manifestação por pagar menos de R$ 60 por consulta. Apenas casos de emergência serão atendidos pelos médicos.  A ação, que tem como tema “Com saúde não se brinca”, é coordenada pelo Comitê das Entidades Médicas, integrado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Associação Médica de Goiás (AMG) e Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego).

O destacou que a paralisação será de 24 horas, mas os médicos estão sendo orientados a descredenciar dos planos que consideram mais prejudiciais. “Cada médico deve escolher presidente da AMG Rui Gilberto Ferreira o plano que considera pior e pedir seu descredenciamento”, disse.

O presidente do Cremego Salomão Rodrigues Filho observou que o protesto visa a melhoria da relação entre as operadoras de planos de saúde e os médicos. “Muitas operadoras continuam interferindo na autonomia do médico”, disse.

Desde 2011, a classe médica vem realizando esses protestos e, segundo o presidente do Cremego, já houve avanços na relação entre as operadoras e os médicos. “Várias já nos procuraram para negociar e atenderam nossas reivindicações”, afirmou.

As operadoras que terão o atendimento eletivo suspenso são: Sul América, Funcação Itaú (Porto Seguro), Gama Saúde, Golden Cross, Imas (Instituto Municipal de Assistência aos Servidores/ Goiânia), Ipasgo (Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás), Promed, Plamed, Caesan (Caixa de Assistência dos Empregados da Saneago), Petrobras, Fassincra (Fundação Assistencial dos Servidores do Incra) e Fusex (Fundo de Saúde do Exército). Juntas, estas operadoras somam um total de 850 mil usuários.

Resposta

Uma das operadores, o Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas) se manifestou, em nota. O instituto afirma que “desde a posse da nova gestão, ocorrida em janeiro passado, este Instituto tem primado por estabelecer uma relação ética e transparente com os prestadores de serviços credenciados ao Imas”.

A nota segue dizendo que “desde o inicio do ano, estão sendo tomadas ações visando restabelecer a harmonia na relação entre o Instituto e os prestadores de serviços como a negociação de dívidas em atraso, com pagamentos já iniciados neste mês de abril; o estudo, em parceria com o próprio CIER, da revisão das cláusulas contratuais vigentes, buscando adequá-las às reais necessidades do Instituto, bem como dos prestadores credenciados, além do reajuste dos valores das consultas médicas, que foram reajustadas em 1° de fevereiro, passando dos R$ 43 para R$ 50”.

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