Vale e Petrobras dão o tom

Comportamento das duas ações será determinante para o desempenho do Ibovespa em 2013

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Do Infomoney – Duas das empresas com as ações mais negociadas da bolsa de valores brasileira, Vale (VALE3, VALE5) e Petrobras (PETR3, PETR4) começam o ano no radar dos investidores e analistas. No caso da mineradora, o principal gatilho para um bom desempenho em 2013 a possível recuperação da economia chinesa, maior importador de minério de ferro do Brasil.

Já em relação à Petrobras, o mercado ainda questiona as intervenções estatais no comando da companhia e aguarda um reajuste no preço da gasolina – uma das principais críticas dos acionistas é o fato da petrolífera não ter repassado os ajustes do preço internacional de petróleo para os consumidores em 2012, o que teria como intuito "segurar" um avanço ainda maior da inflação. No final do ano, no entanto, a presidente da companhia, Maria das Graças Foster, disse que aguarda um aumento no preço da gasolina de 6%, considerando o plano de negócios até 2016, mas argumentou que o governo ainda não definiu como será feito este reajuste.

Petrobras ainda carrega incertezas, enquanto Vale foi a mais recomendada de janeiro

Para o estrategista-chefe da Futura Invest, Adriano Moreno, a Petrobras ainda vive um momento difícil do ponto de vista operacional e sofreu muito com a interferência política no ano passado. "É uma ação que nós não recomendamos", afirma. O gestor da J Mallucelli Investimentos, Marc Sauerman, também enxerga muita desconfiança por parte dos investidores em relação ao papel. "A percepção dos investidores brasileiros e estrangeiros é que o governo tem um peso muito grande nas decisões. Se essa percepção continuar, as ações podem ter um desempenho ruim", alerta.

Já os analistas da Planner Corretora continuam recomendando a compra das ações da estatal, com a confiança de que, ainda este mês, a empresa consiga avançar em questões que podem impactar positivamente o preço da ação. "Estas questões seriam, principalmente, o aumento dos preços de combustíveis e vendas de ativos. Para complementar o funding de seus investimentos, a Petrobras estima vender ativos no valor de US$ 14,8 bilhões. Nos últimos dias circularam rumores de que a Petrobras poderia vender seus ativos na Argentina, o que seria positivo para a empresa. Além disso, depois da confirmação do Ministro da Fazenda (e presidente do Conselho de Administração) de que em 2013 haverá aumento de combustíveis, é possível que isso possa ocorrer já em janeiro", apontaram, em relatório.

Vale

No caso da Vale, a maior parte do mercado tem perspectivas positivas. Isso porque o preço do minério de ferro subiu bastante nos últimos meses, mas as ações não acompanharam a valorização na mesma proporção. Depois de atingir a mínima em 3 anos no dia 5 de setembro de 2012, o minério de ferro já avançou 72,8% e, na última semana, chegou a atingir US$ 149,80 por tonelada no mercado spot da China - maior valor em quase 15 meses, desde 18 de outubro de 2011 (US$ 150,3 por tonelada). "A correlação do preço da ação com o minério de ferro é muito alta. E ainda não vimos a ação subir nesta proporção, então a expectativa é de valorização", afirma Moreno.

Assim como ele, grande parte do mercado acredita no potencial de valorização dos papéis este ano. Segundo levantamento feito pelo Portal InfoMoney, que contou com 28 carteiras de ações para o mês de janeiro, as ações preferenciais da Vale (VALE5) foram as mais recomendadas, com 13 citações.

Na mesma linha, o Deutche Bank divulgou relatório última terça-feira (8) elevando as estimativas de resultados da mineradora para este ano, com base no aumento dos preços do minério de ferro e outros produtos fornecidos pela companhia. Segundo o relatório, a Vale alcançará um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, que mostra a geração de caixa da empresa) de US$ 21,8 bilhões em 2013, valor 12% acima do estimado anteriormente por seus analistas.

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