Valente critica intimação a Boulos: Justiça defende os ricos

Deputado Ivan Valente (Psol-SP) manifestou solidariedade ao presidenciável do partido, Guilherme Boulos, que presta depoimento à PF sobre a ocupação do triplex em Guarujá (SP); no Twitter, o congressista afirmou que "quem quer revelar as injustiças e farsas judiciais é intimado a depor. Quem retira direitos do povo segue governando. Algo nessa conta não fecha"

Valente critica intimação a Boulos: Justiça defende os ricos
Valente critica intimação a Boulos: Justiça defende os ricos (Foto: Alex Ferreira - Câmara dos Deputados)

SP 247 - O deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) manifestou solidariedade ao presidenciável do partido, Guilherme Boulos, que presta depoimento à Polícia Federal sobre a ocupação do triplex em Guarujá (SP), em abril, por membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), coordenado nacionalmente pelo pré-candidato.

No Twitter, o congressista afirmou que "quem quer revelar as injustiças e farsas judiciais é intimado a depor. Quem retira direitos do povo segue governando. Algo nessa conta não fecha". "Ocupar é um direito e moradia também. Mas a justiça brasileira só defende os interesses dos mais ricos, criminalizando quem luta por casa. Criminoso é ter 6 milhões de famílias sem teto no País", acrescentou.

Segundo Valente, "tem gente que ameaça matar, carrega cocaína em helicóptero e seguem em espaços de poder. Quando o povo ocupa um lugar, aí chamam pra depor. O nome disso é hipocrisia jurídica". "A convocação de @guilhermeboulos para depor à PF mostra como os movimentos e líderes populares são criminalizados injustamente: não há nenhum motivo que não seja político", disse.

Em vídeo, o parlamentar afirmou enxergar a intimação como uma tentativa de criminalização dos movimentos sociais. "Boulos não organizou (a ocupação) e tem o direito se solidarizar", disse Valente à imprensa.

"Entendemos este tipo de chamado como intimação inaceitável. Ele não participou de nada. Se for a lógica de teoria do Domínio do Fato, nós repudiamos este tipo de concepção jurídica, policial ou política. Não tem sentido isso. Rejeitamos esta convocação".

 

 

 

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