Vereador vai questionar restrições em maternidade

Servidores da Secretaria Estadual de Saúde procuraram Eliaz Vaz (PSB) para denunciar as alterações no perfil da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Goiânia; segundo eles, os serviços de mastologia, prevenção ao câncer de colo de útero e consultas pediátricas não serão mais realizados na unidade; acompanhado por paciente que pediu ajuda porque teve tratamento de câncer interrompido, Vaz protocola representação nesta terça-feira (26), às 9h30, ao Ministério Público Estadual, pedido para que a situação seja investigada

Servidores da Secretaria Estadual de Saúde procuraram Eliaz Vaz (PSB) para denunciar as alterações no perfil da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Goiânia; segundo eles, os serviços de mastologia, prevenção ao câncer de colo de útero e consultas pediátricas não serão mais realizados na unidade; acompanhado por paciente que pediu ajuda porque teve tratamento de câncer interrompido, Vaz protocola representação nesta terça-feira (26), às 9h30, ao Ministério Público Estadual, pedido para que a situação seja investigada
Servidores da Secretaria Estadual de Saúde procuraram Eliaz Vaz (PSB) para denunciar as alterações no perfil da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Goiânia; segundo eles, os serviços de mastologia, prevenção ao câncer de colo de útero e consultas pediátricas não serão mais realizados na unidade; acompanhado por paciente que pediu ajuda porque teve tratamento de câncer interrompido, Vaz protocola representação nesta terça-feira (26), às 9h30, ao Ministério Público Estadual, pedido para que a situação seja investigada (Foto: Realle Palazzo-Martini)

247 - Servidores da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) procuraram o vereador Elias Vaz (PSB) para denunciar as alterações no perfil da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), em Goiânia. De acordo com os funcionários, os serviços de mastologia, prevenção ao câncer de colo de útero e consultas pediátricas não serão mais realizados na unidade. Elias faz representação nesta terça-feira, às 9h30min, ao Ministério Público pedindo que a situação seja investigada. O vereador será acompanhado por uma paciente que pediu ajuda porque teve o tratamento de um câncer interrompido.

 A Maternidade funciona há mais de 40 anos no setor Vila Nova e atende mulheres e crianças de toda a região Leste de Goiânia. “A Secretaria Estadual de Saúde transfere a responsabilidade da continuidade desses serviços para o município. A situação da saúde municipal já é caótica e com certeza ficará sobrecarregada. A população será a mais prejudicada nessa história toda", destaca Elias.

De acordo com uma notícia divulgada no site da SES-GO, no dia 07 de julho de 2016, a Nossa Senhora de Lourdes passa a funcionar como retaguarda do Hospital Materno Infantil e será dedicada ao atendimento de mulheres que estão em trabalho de parto de baixo risco, com parto humanizado e voltado para a redução das taxas de cesariana, favorecendo o parto normal. "Para melhorar o atendimento à população é preciso ampliar os serviços e criar mais unidades de saúde. Reduzir os programas, acabar com as consultas e concentrar o atendimento em um único local são um retrocesso", afirma Elias.

Números

Ainda segundo a notícia do site, a SES teria constatado que a média de consultas na maternidade é de três por dia e que a rede da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) poderia absorver a demanda. Mas dados disponibilizados no Portal da Transparência do governo estadual mostram uma realidade diferente.

O gráfico de Monitoramento da Produção registrou mais de 9.790 consultas em 2014, o que representa, em média, 26 por dia. Em 2015, 7.123 pessoas passaram por consulta, o que gera um resultado de 19 consultas/dia. "Em 2013, a unidade passou a ser administrada por uma OS e funcionários alegam que teve início o processo de sucateamento da Maternidade. Isso é uma atitude comum nas administrações públicas quando querem justificar o fechamento de alguma unidade ou serviço. Mas a própria análise do Portal revela que a Nossa Senhora de Lourdes tem um papel muito importante no atendimento à população”, ressalta Elias Vaz.

A previsão é de que as alterações comecem a vigorar já em agosto, mas o vereador espera uma medida emergencial do Ministério Público.  “Esperamos conseguir reverter essa situação antes disso e garantir que os moradores de toda a região continuem recebendo atendimento digno".

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