Vereadores governistas enfrentam crescente rejeição

Acontece já no início desta legislatura aquilo que ocorreu com muitos dos vereadores governistas da gestão passada, que alvo de diversos manifestações, em decorrência de votações polêmicas, tiveram que lidar com um índice grande de rejeição, sendo que vários não alcançaram a reeleição; mas diferentemente do prefeito anterior que “dividia” a rejeição com os vereadores, neste ano, João tem feito o máximo para se descolar de medidas desagradáveis e tem repassado a parcela de insatisfação do povo que seria destinada a ele para os parlamentares que lhe apóiam; nesta quarta, Câmara enfrentou manifestação dupla

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Valter Lima, do Sergipe 247 – A vida dos vereadores de Aracaju não anda nada fácil. Principalmente para aqueles que integram a base que dá sustentação ao prefeito João Alves Filho (DEM). Protestos estão se tornando constantes na Casa Legislativa. E o desgaste, não se enganem os parlamentares, está colando rapidamente na imagem deles.

Acontece já nos primeiros meses desta legislatura aquilo que ocorreu com muitos dos vereadores governistas da gestão passada, que alvo de diversos manifestações, em decorrência de votações polêmicas, tiveram que lidar com um índice grande de rejeição, sendo que vários não alcançaram a reeleição.

Quem não se lembra da campanha feita contra aqueles que votaram a favor do Plano Diretor? É o mesmo tipo de estratégia utilizada agora contra os que se colocaram favoráveis ao reajuste da passagem. Mas diferentemente do prefeito anterior que “dividia” a rejeição com os vereadores, neste ano, até o momento, João tem feito o máximo para se descolar de medidas desagradáveis e tem repassado a parcela de insatisfação do povo que seria destinada a ele para os parlamentares que lhe apóiam.

Nesta quarta-feira (17), a Câmara foi alvo de duas manifestações, que unidas chegaram a reunir mais de uma centena de pessoas dentro e fora do prédio do legislativo municipal. Um grupo protestava contra o aumento da passagem; outro, contra o despejo das famílias das casas invadidas no Bairro 17 de Março. Na semana passada, os parlamentares que aprovaram o reajuste da tarifa de ônibus foram chamados de “vagabundos”, por pessoas que acompanhavam a sessão na galeria da Casa.

Nas redes sociais, as críticas contrárias à bancada governista ganham corpo, a despeito do que é dito contra o prefeito, ainda em lua de mel com a população. Além disso, o que se percebe da maior parte dos vereadores de situação é um despreparo grande para fazer o embate com a oposição, formada por parlamentares, com reconhecida capacidade de argumentação. Tem sido uma disputa muito desigual, do ponto de vista das idéias, mesmo sendo a bancada do prefeito numericamente superior (19 governistas contra 5 de oposição).

Uma prova cabal disto é que durante o debate sobre a elevação do valor da passagem de ônibus, o presidente da Câmara, Vinicius Porto (DEM) foi quem fez a defesa do projeto, algo geralmente delegado ao líder da bancada, no caso, o vereador Manuel Marcos (DEM). Enquanto a oposição se revezava em críticas e questionamentos, da parte dos governistas, poucos se arriscavam a fazer uma defesa incisiva do projeto.

Nos próximos dias, os vereadores terão que votar o reajuste salarial dos servidores municipais, primeiro tema polêmico, pelo qual o prefeito se permitiu delegar diretamente. Resta saber como os parlamentares governistas irão fazer a defesa de um aumento menor do que a inflação. Será que farão como fez nesta quarta o líder da bancada, Manuel Marcos, que ao invés de apresentar argumentos plausíveis, optou por criticar o aumento da inflação, que seria culpa da presidente Dilma Rousseff (PT)? Soou estranho e mostrou despreparo. E mais: novamente, ele não contou com o apoio de nenhum outro colega de bancada para fazer a defesa.

Foto: Heribaldo Martins

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