Vereadores veem 'racismo institucional' na saúde

Os vereadores Hilton Coelho (PSOL) e Sílvio Humberto (PSB) criticaram o que consideram 'racismo institucional' na Secretaria Municipal de Saúde e as dificuldades que o povo 'mais carente' tem na tentativa de acesso à saúde; "Não se faz nenhuma campanha decente de conscientização. Não temos recursos e nem políticas públicas concretas. Com R$ 30 mil destinados à população negra por mês não dá para fazer nada", reclamou Silvio (à direita)

Os vereadores Hilton Coelho (PSOL) e Sílvio Humberto (PSB) criticaram o que consideram 'racismo institucional' na Secretaria Municipal de Saúde e as dificuldades que o povo 'mais carente' tem na tentativa de acesso à saúde; "Não se faz nenhuma campanha decente de conscientização. Não temos recursos e nem políticas públicas concretas. Com R$ 30 mil destinados à população negra por mês não dá para fazer nada", reclamou Silvio (à direita)
Os vereadores Hilton Coelho (PSOL) e Sílvio Humberto (PSB) criticaram o que consideram 'racismo institucional' na Secretaria Municipal de Saúde e as dificuldades que o povo 'mais carente' tem na tentativa de acesso à saúde; "Não se faz nenhuma campanha decente de conscientização. Não temos recursos e nem políticas públicas concretas. Com R$ 30 mil destinados à população negra por mês não dá para fazer nada", reclamou Silvio (à direita) (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - Os vereadores Hilton Coelho (PSOL) e Sílvio Humberto (PSB) participaram nesta quarta-feira (23) de audiência pública promovida pelo Conselho Municipal da Saúde para discutir adoção de políticas públicas que contemplem a população negra e criticaram o que consideram 'racismo institucional' na Secretaria Municipal de Saúde e as dificuldades que o povo economicamente mais carente tem na tentativa de acesso à saúde. Evento aconteceu no Centro de Cultura da Câmara Municipal.

De acordo com os vereadores, o episódio da médica Luamorena Leoni Silva demonstra a forma como a Prefeitura de Salvador encara a questão racial na cidade. A Secretaria Municipal da Saúde é acusada de pedir a transferência da profissional da Unidade de Saúde da Família do Alto das Pombas, na Federação, onde atua, 'sem nenhum critério concreto'.

Segundo Luamorena, que é negra e usa cabelo rastafari, uma denúncia de que ela não teria o perfil adequado para a função na unidade de saúde foi desmentida. Ela acredita que o fato de fazer críticas ao estado de funcionamento do local influenciou o pedido de afastamento.

"A gente já vive questionando os problemas lá desde novembro desde 2012, tentando defender o povo negro e carente, e acaba sendo mau vista pela gestão", disse a médica.

"O que está por trás disso é um processo de perseguição política que descambou para o racismo institucional. Luamorena Leoni faz parte de um grupo de profissionais de saúde que tem questionado as péssimas condições de trabalho a que são submetidos nos postos de saúde da cidade. Questionam, desta forma, a prestação inadequada do serviço público de saúde para a população negra, principal público de tais políticas", disse o vereador Hilton Coelho.

O vereador Silvio Humberto criticou os recursos destinados à saúde dos negros. "Não se faz nenhuma campanha decente de conscientização. Não temos recursos e nem políticas públicas concretas. Com R$ 30 mil destinados à população negra por mês não dá para fazer nada", reclamou o socialista.

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