Vice-líder de Temer diz que reforma da Previdência 'tem apoio da população'

Vice-líder do governo no Congresso, o deputado baiano Benito Gama (PTB) afirma que Michel Temer já tem os 308 votos necessários entre os 513 parlamentares para aprovar a reforma da Previdência, embora os levantamentos apontem que ele tem pouco mais de 100 votos garantidos; Benito afirma que a proposta tem 'apoio da população'; "A proposta de reforma da Previdência Social não é um projeto de governo, é um projeto de país. Votos suficientes nós já tínhamos. Agora, temos também o apoio da população. As pessoas já começam a entender que é necessário fazer a reforma. A Previdência do Brasil como está hoje é insustentável", diz Benito

Benito Gama
Benito Gama (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - Vice-líder do governo no Congresso Nacional, o deputado baiano Benito Gama (PTB) afirma que Michel Temer já tem os 308 votos necessários entre os 513 parlamentares para aprovar a reforma da Previdência, embora levantamentos feitos em Brasília apontem que ele tem pouco mais de 100 votos garantidos.

"A proposta de reforma da Previdência Social não é um projeto de governo, é um projeto de país. Votos suficientes nós já tínhamos. Agora, temos também o apoio da população. As pessoas já começam a entender que é necessário fazer a reforma. A Previdência do Brasil como está hoje é insustentável", afirmou Benito ao jornal Tribuna da Bahia.

O deputado afirma que a proposta ganhou 'apoio da população' após o governo flexibilizar as idades mínimas e o tempo de contribuição mínimo para aposentadoria integral.

Também da base do governo, o presidente do DEM na Bahia, deputado José Carlos Aleluia, fez discurso semelhante ao de Benito ao antecipar seu voto favorável à matéria. "Vou votar com o Brasil. Isso aí não é votar com o governo. O projeto como foi apresentado pelo relator da comissão especial, da qual também faço parte, é justo. A Previdência Social do Brasil está falida", decretou o democrata.

Oposição reafirma voto contrário

Do outro lado, o deputado Félix Mendonça Junior, do PDT, justificou seu voto contrário dizendo que o governo devia cortar a taxa básica de juros praticada pelo Banco Central.

"Acho que antes de mexer na aposentadoria do povo, o governo deveria é baixar a taxa de juros, pois mais de 45% do PIB (produto interno bruto) do Brasil são destinados a pagamento de juros da dívida pública. Depois, o governo devia reduzir o custeio da máquina pública. Dizia-se que os juros estavam altos por causa da crise econômica. Se o governo diz que não existe mais crise, por que manter a taxa de juro altíssima? Só se for para beneficiar os donos dos bancos. Aí o governo vai ter que chegar e dizer: 'Olha, quem governa o Brasil são os bancos", protestou Félix Jr.

Dono de um dos discursos mais duros contra o governo Temer, o deputado Valmir Assunção, do PT, repudiou a proposta de reforma da Previdência, mesmo com a 'flexibilização' por parte do governo.

Valmir aproveitou a oportunidade para convocar "a militância e o povo" às ruas no próximo dia 28, para quando as centrais sindicais estão marcando uma greve geral em todo o País.

"Na verdade, Temer está pagando a conta do golpe contra Dilma, aprovando projetos que retiram direitos das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros, beneficiando uma bancada de empresários. Estas propostas vão atacar em cheio o trabalhador do campo. Já tinha frisado isto antes e volto a dizer, somente com o povo nas ruas vamos conseguir frear as sandices deste governo ilegítimo. Até o dia 24 de abril, o calendário deve ser extenso e vai culminar na greve geral, dia 28, contra o governo golpista e a retirada de direitos", afirmou o petista.

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