Vila Nazaré contabiliza perdas após incêndio

Fogo que começou no início da noite de segunda-feira devastou galpões de reciclagem e algumas pequenas casas do local; ninguém ficou ferido; quatro bombeiros passaram mal ao inalarem fumaça e tiveram de ser levados ao Hospital Cristo Redentor para atendimento

Fogo que começou no início da noite de segunda-feira devastou galpões de reciclagem e algumas pequenas casas do local; ninguém ficou ferido; quatro bombeiros passaram mal ao inalarem fumaça e tiveram de ser levados ao Hospital Cristo Redentor para atendimento
Fogo que começou no início da noite de segunda-feira devastou galpões de reciclagem e algumas pequenas casas do local; ninguém ficou ferido; quatro bombeiros passaram mal ao inalarem fumaça e tiveram de ser levados ao Hospital Cristo Redentor para atendimento (Foto: Roberta Namour)
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Nícolas Pasinato
Sul 21 - Após serem surpreendidos com um incêndio no início da noite de segunda-feira (6), moradores da Vila Nazaré, na Zona Norte de Porto Alegre, contabilizam as perdas e começam a planejar o que farão para superar o incidente. O incêndio devastou galpões de reciclagem e algumas pequenas casas do local. Nenhuma pessoa ficou ferida.

O fogo se alastrou em uma parte do fundo da vila. Alexandre Bernardino, 40 anos, dono de um dos galpões destruídos, estava no local no momento em que iniciou o incêndio, mas não sabe precisar o que o causou. Ele estima ter perdido cerca de R$ 10 mil, o que inclui materiais de reciclagem, uma carroça, uma casa, onde o seu irmão morava, e o próprio galpão. Além disso, alguns dos animais que criava como porcos e cachorro morreram queimados.

Bernardino espera contar com a ajuda de órgãos públicos e da sociedade para reconstruir a área e seguir com a sua atividade. Trabalham com ele outras quatro pessoas. “O que tiver de material como madeira e telhado será bem-vindo para construir outro galpão e continuar ganhando nosso dinheirinho”, diz ele.

Leandro Barbosa, um dos moradores que ajudou os vizinhos a combater o fogo e a salvar alguns pertences, comemorou o fato de que o vento soprava no sentido em que não havia muitas casas. “Se tivesse o vento de hoje, em direção às casas, teria destruído toda a vila”, ressaltou.

Na manhã desta terça-feira (7), bombeiros aguardavam a chegada de uma retroescavadeira e um caminhão de água para combater de vez qualquer foco de fogo que pudesse novamente se propagar. Um dos bombeiros que se encontrava no local afirma que o lugar é propício para a ocorrência de incêndios, em função da grande quantidade de lixo e de materiais inflamáveis.

Na noite desta segunda (6), quatro bombeiros passaram mal ao inalarem fumaça e tiveram de ser levados ao Hospital Cristo Redentor para atendimento. Todos passam bem e já foram liberados. Além disso, um caminhão dos bombeiros foi atingido pelo fogo e ficou impossibilitado de continuar ajudando a combater o incêndio.

Outros atingidos

Ivan Rogério da Silva, de 47 anos, também teve prejuízos com o incêndio. Ele perdeu um galpão e uma casa, onde morava com a mulher e os dois filhos pequenos. “Perdi casa, fogão, TV, roupa de cama… Foi tudo”, conta. Enquanto não reconstrói a sua casa, ele e sua família conseguiram de um amigo uma peça para morar.

Marco Aurélio da Silva, por sua vez, perdeu duas casinhas e um galpão de reciclagem. Nesta manhã, ele contabilizava o material que não havia sido afetado pelo fogo. “Agora é levantar a cabeça e continuar trabalhando”, diz.

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