Vilela e Rui receberam repasses da Odebrecht

Documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a operação Acarajé revelam que os tucanos Rui Palmeira, prefeito de Maceió, e o ex-governador Teotonio Vilela aparecem como beneficiários de possíveis repasses da construtora Odebrecht; no material divulgado, o nome do prefeito Rui aparece ao lado de três valores: R$ 150, R$ 350 e R$ 500; já o do ex-governador Vilela figura ao lado de dois valores, ambos de R$ 50; em nota, os dois explicam que todas as doações recebidas em suas campanhas eleitorais foram legais edevidamente registradas na Justiça Eleitoral

Documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a operação Acarajé revelam que os tucanos Rui Palmeira, prefeito de Maceió, e o ex-governador Teotonio Vilela aparecem como beneficiários de possíveis repasses da construtora Odebrecht; no material divulgado, o nome do prefeito Rui aparece ao lado de três valores: R$ 150, R$ 350 e R$ 500; já o do ex-governador Vilela figura ao lado de dois valores, ambos de R$ 50; em nota, os dois explicam que todas as doações recebidas em suas campanhas eleitorais foram legais edevidamente registradas na Justiça Eleitoral
Documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a operação Acarajé revelam que os tucanos Rui Palmeira, prefeito de Maceió, e o ex-governador Teotonio Vilela aparecem como beneficiários de possíveis repasses da construtora Odebrecht; no material divulgado, o nome do prefeito Rui aparece ao lado de três valores: R$ 150, R$ 350 e R$ 500; já o do ex-governador Vilela figura ao lado de dois valores, ambos de R$ 50; em nota, os dois explicam que todas as doações recebidas em suas campanhas eleitorais foram legais edevidamente registradas na Justiça Eleitoral (Foto: Voney Malta)

 

Alagoas 247 - Documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a operação Acarajé listam possíveis repasses da construtora Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. Segundo informações do Blog do Fernando Rodrigues, do UOL, a lista é o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela de campanhas eleitorais. O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSBD), o ex-governador Teotonio Vilela (PSDB) e Renan (não se sabe se o governador ou o senador) aparecem no material apreendido pelas equipes.

 

No material divulgado, o nome do prefeito Rui Palmeira aparece ao lado de três valores: R$ 150, R$ 350 e R$ 500. O nome do ex-governador Vilela figura ao lado de dois valores, ambos de R$ 50. No  trecho da planilhas que tem o nome de Renan, chama atenção o fato de que ao lado do suposto repasse tem o apelido "atleta". Conforme a publicação, o valor seria de R$ 50.

 

Os documentos relacionam ainda os nomes da oposição e do governo. São mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros. Os repasses teriam sido feitos nas campanhas municipais de 2012 e para a eleição de 2014. Além das tabelas, há dezenas de bilhetes manuscritos, comprovantes bancários e textos impressos. Alguns dos bilhetes fazem menção a obras públicas, como a Linha 3 do Metrô do Rio.

 

Procurados pela reportagem, Rui Palmeira e Vilela negaram irregularidades em suas campanhas à Prefeitura de Maceió e ao governo do estado, bem como em seus atos. O governador Renan Filho (PMDB) disse que não vai se pronunciar neste momento.

 

Segundo Rui, "todas as doações financeiras realizadas nas eleições de 2012 em prol da campanha do então candidato a prefeito Rui Palmeira são legais, foram declaradas aos tribunais eleitorais e aprovadas sem ressalvas por estas Cortes".

 

Abaixo, o teor da explicação do prefeito de Maceió e do ex-governador

 

Em relação à postagem do blog do jornalista Fernando Rodrigues, de título "Documentos da Odebrecht listam mais de 200 políticos e valores recebidos" publicada no site UOL em 23 de março de 2016, a assessoria de Rui Palmeira, prefeito de Maceió, afirma que:

 

1) Todas as doações financeiras realizadas nas eleições de 2012 em prol da campanha do então candidato a prefeito Rui Palmeira são legais, foram declaradas aos tribunais eleitorais e aprovadas sem ressalvas por estas Cortes. Ademais, Rui Palmeira não é investigado em nenhuma apuração acerca de doação ilegal em campanhas e está inteiramente à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos, se necessário;

 

2) A empresa Odebrecht não consta entre os doadores diretos da campanha de Rui Palmeira em 2012 e a lista completa de doadores da referida campanha pode ser consultada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na seção demonstrativa das Contas Eleitorais;

 

3) A mesma consulta ao site do TSE mostra que em Alagoas o Diretório Municipal de Maceió do PSDB recebeu doação de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) oriundos da Braskem S/A, empresa controlada pela Odebrecht. No total, o Diretório Municipal de Maceió do PSDB recebeu 1.659.000,00 (um milhão, seiscentos e cinquenta e nove mil reais) em doações, provenientes de diversas fontes doadoras, todas declaradas à Justiça Eleitoral. Esta consulta mostra também que oDiretório Municipal de Maceió do PSDB doou a campanha do então candidato a prefeito Rui Palmeira um total de R$ 718.066,00 (setecentos e dezoito mil e sessenta e seis reais). Igualmente, o Diretório Nacional do PSDB doou a esta mesma campanha eleitoral um total de R$ 2.455.000,00 (dois milhões, quatrocentos e cinquenta e cinco mil reais). Os recursos provenientes do Diretório Nacional do PSDB também têm origem de diversas fontes doadoras;

 

4) Vale reforçar que no mesmo post, o próprio jornalista Fernando Rodrigues informa que as "planilhas são riquíssimas em detalhes -embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente considerados como prova de que houve dinheiro de Caixa 2 da empreiteira para os citados (grifo nosso). São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato".

 

Teotonio Viela

 

O ex-governador Teotonio Vilela Filho informa que todas as doações recebidas em suas campanhas eleitorais foram legais, devidamente registradas na Justiça Eleitoral, publicadas como determina a lei no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, portanto, às vistas do interesse público. Teotonio Vilela diz ainda que está à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.

 

Com gazetaweb.com

 

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