Voo da Chape teve indicação de emergência 40 minutos antes de cair, diz relatório

De acordo com Aeronáutica Civil da Colômbia, 40 minutos antes do acidente aéreo com jogadores da Chapecoense, em 2016, deixando 71 mortos, a aeronave já estava em emergência e a tripulação nada fez, mesmo tendo indicação na cabine, como luz vermelha e avisos sonoros

De acordo com Aeronáutica Civil da Colômbia, 40 minutos antes do acidente aéreo com jogadores da Chapecoense, em 2016, deixando 71 mortos, a aeronave já estava em emergência e a tripulação nada fez, mesmo tendo indicação na cabine, como luz vermelha e avisos sonoros
De acordo com Aeronáutica Civil da Colômbia, 40 minutos antes do acidente aéreo com jogadores da Chapecoense, em 2016, deixando 71 mortos, a aeronave já estava em emergência e a tripulação nada fez, mesmo tendo indicação na cabine, como luz vermelha e avisos sonoros (Foto: Leonardo Lucena)

247 - A Aeronáutica Civil da Colômbia apresentou nesta sexta-feira (27) as conclusões do relatório final do acidente aéreo com jogadores da Chapecoense, que aconteceu em 28 de novembro de 2016, deixando 71 mortos. De acordo com o documento, 40 minutos antes do acidente, a aeronave já estava em emergência e a tripulação nada fez, mesmo tendo indicação na cabine, como luz vermelha e avisos sonoros. Os investigadores chegaram a essa conclusão ao analisar a caixa-preta, que contém gravadores de dados de voz e de voo.

Segundo a investigação, o combustível do avião era não suficiente para o voo entre Santa Cruz e Medellín sem a escala prevista. Vale ressaltar que o acidente ocorreu por esgotamento de combustível porque não houve gestão de risco apropriada pela Lamia, afirmou a autoridade de aviação civil colombiana, que classificou a situação como algo "inconcebível de acontecer".

Entre as principais conclusões apresentadas na Colômbia estão, o contrato previa escala entre São Paulo e o aeroporto de Medellín, mas a empresa planejou voo direto; o controle de tráfego aéreo desconhecia a "situação gravíssima" do avião; a Lamia estava em situação financeira precária e atrasava salários aos funcionários; e a empresa sofria de desorganização administrativa.

Ainda de acordo com a aeronáutica da Colômbia, a Lamia não cumpria determinações das autoridades de aviação civil em relação ao abastecimento de combustível. Quando foi apresentado o relatório preliminar, já havia sido destacado que o piloto estava consciente de que o combustível que tinha não era suficiente. O piloto, Miguel Quiroga, "decidiu parar em Bogotá, mas mais adiante mudou de ideia e foi direto para Rionegro", onde o avião caiu.

 

 

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