Wagner avalia lançar Otto governador e Leão vice

Aos poucos vai enfraquecendo o sentimento de favoritismo do PT para a sucessão do governador no ano que vem e cresce a expectativa de que Wagner aceite outro partido encabeçando a chapa majoritária e o favorito é o atual vice-governador Otto Alencar (PSD); além da boa articulação política, Otto conta com a sabedoria de um ex-carlista que hoje é aliado de primeira hora do PT; deputado com sete mandatos, o vice-presidente do PP na Bahia, João Leão, é estudado para ser candidato a vice-governador

Wagner avalia lançar Otto governador e Leão vice
Wagner avalia lançar Otto governador e Leão vice

Romulo Faro - Bahia 247

A ordem no Palácio de Ondina é não falar em crise no governo, mas Jaques Wagner está preocupado com o declínio da avaliação de sua gestão e teme os efeitos das manifestações populares que tomaram as ruas do país sobre o PT em 2014.

Aos poucos vai enfraquecendo o sentimento de favoritismo do PT para a sucessão do governador no ano que vem e cresce a expectativa de que Wagner aceite outro partido encabeçando a chapa majoritária e o favorito é o atual vice-governador Otto Alencar (PSD).

Embalado pela articulação política em praticamente todos os polos políticos do Estado, Otto conta com a sabedoria de um ex-carlista que hoje é aliado de primeira hora do PT e ainda com a pressão do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que condicionou apoio à presidente Dilma à "reciprocidade" do PT em cinco estados, entre eles a Bahia.

Deputado federal da base com bom trânsito no governo Wagner confidenciou ao Bahia 247 que o petista "está amadurecendo" chapa composta com Otto na cabeça, o deputado João Leão, do PP, como vice e a vaga para o Senado iria para o próprio governador.

A fonte afirma que entre os petistas, o entendimento é de que o senador Walter Pinheiro (PT) seria o candidato com maior potencial de votos, mas que Otto Alencar seria mais forte por agregar ainda a articulação política e "faze as coisa do jeito que Wagner gosta".

O deputado diz ainda que outro ponto que Wagner pondera é o de deixar o governo para ser candidato ao Senado e "as coisas desandarem na reta final". No início das conversas para 2014, o próprio governador apontava como estratégia se candidatar a uma cadeira na Câmara 'puxar votos' para o candidato à sua sucessão. Disso, afirma a fonte, "Wagner já desistiu".

De certo, por ora, é que Jaques Wagner é cônscio da realidade e busca medidas rápidas para reverter a queda de seu governo. Já anunciou enxugamento da máquina e está se reunindo com a sociedade, nos seus diversos segmentos. Semana passada houve reunião com sindicalistas e nesta semana o petista conversa com líderes religiosos.

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