Wagner deixa teimosia e negocia com servidores

Parece que o governador tirou proveito da lição que teve com as greves históricas da Polícia Militar e dos professores no ano passado e demonstra possibilidade de recuar da proposta de reajustar em apenas 2,5% o salário dos servidores públicos neste ano; "Eu mandei o projeto de lei, mas suspendi a votação para abrir espaço para a negociação. É óbvio que quando você abre um processo como este, é preciso estar disposto a ceder"; petista recebeu representantes dos servidores em reunião ontem para abrir rodada de negociação

Wagner deixa teimosia e negocia com servidores
Wagner deixa teimosia e negocia com servidores

Bahia 247

O governador Jaques Wagner (PT) continua a enfrentar problemas com os servidores públicos. Depois das greves históricas da Polícia Militar (mais de 130 assassinatos em dez dias) e dos professores (115 dias) no ano passado, o comandante do Executivo agora enfrenta descontentamento generalizado por conta da proposta de reajuste de 2,5% neste ano para os servidores.

A diferença é que, ao contrário da postura de teimosia adotada nas duas greves, o governador sentou à mesa para negociar e já sinalizou recuo. O petista pediu suspensão da tramitação do projeto na Assembleia Legislativa para ouvir o pleito dos servidores.

"Eu mandei o projeto de lei, mas suspendi a votação para abrir espaço para a negociação. É óbvio que quando você abre um processo como este, é preciso estar disposto a ceder". Primeira reunião com servidores, secretários e deputados da base aliada aconteceu ontem.

Conforme publicação do jornal A Tarde, hipótese levantada nos bastidores é a de parcelamento do reajuste – cujo índice seria maior – com a primeira parte agora e outra no segundo. Só ainda não se sabe quanto os servidores pedem na contraproposta nem quanto o governo aceitaria pagar além dos 2,5% propostos. Wagner descarta veementemente reajuste acima da inflação para o ano.

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