Wagner leva poder da Bahia para Comunicações

Governador Jaques Wagner deve ter seu nome oficializado como ministro das Comunicações até sexta-feira (19), conforme apura 247; com papel importante na campanha de reeleição de Dilma Rousseff neste ano, ele terá peso também no segundo mandato da presidente; Jaques Wagner leva na bagagem história e poder de outro baiano que já ocupou o cargo; o ex-senador e ex-governador ACM foi o primeiro ministro da pasta após o fim da ditadura, nomeado pelo então presidente da República José Sarney

Governador Jaques Wagner deve ter seu nome oficializado como ministro das Comunicações até sexta-feira (19), conforme apura 247; com papel importante na campanha de reeleição de Dilma Rousseff neste ano, ele terá peso também no segundo mandato da presidente; Jaques Wagner leva na bagagem história e poder de outro baiano que já ocupou o cargo; o ex-senador e ex-governador ACM foi o primeiro ministro da pasta após o fim da ditadura, nomeado pelo então presidente da República José Sarney
Governador Jaques Wagner deve ter seu nome oficializado como ministro das Comunicações até sexta-feira (19), conforme apura 247; com papel importante na campanha de reeleição de Dilma Rousseff neste ano, ele terá peso também no segundo mandato da presidente; Jaques Wagner leva na bagagem história e poder de outro baiano que já ocupou o cargo; o ex-senador e ex-governador ACM foi o primeiro ministro da pasta após o fim da ditadura, nomeado pelo então presidente da República José Sarney (Foto: Romulo Faro)
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Romulo Faro, do Bahia 247 - Resta apenas Dilma Rousseff oficializar o atual governador da Bahia, Jaques Wagner, como ministro das Comunicações para seu próximo mandato. Conforme 247 adiantou na sexta-feira (12), o petista, que teve papel importante na campanha de reeleição da presidente neste ano, está cotado para ter posição de destaque também na Esplanada dos Ministérios e o PT, com aval inclusive do ex-presidente Lula, aprova sua indicação para a pasta que hoje é comandada por Paulo Bernardo. Dilma deve anunciar a indicação até o final desta semana, conforme apura 247.

Novidade nos bastidores é a de que o governador da Bahia não deverá levar junto a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, cuja expectativa era de que fosse se fundir com o Ministério das Comunicações.

Tão certa quanto a indicação de Jaques Wagner para o ministério já é também a disputa de força entre ele e o atual ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, pasta que também foi sugerida pelo PT para que o governador ocupasse.

Disputa por espaço entre os dois vai além do poder. Caso Lula não seja o candidato do PT em 2018, Jaques Wagner e Mercadante poderiam ser fortes candidatos ao posto e uma posição de destaque no governo seria fundamental.

Tradição baiana no Ministérios das Comunicações

Interessante na articulação do governador petista é lembrar o falecido ex-senador e ex-governador Antônio Carlos Magalhães, que viveu para ver seu regime político próprio, o carlismo, ser derrotado após quase 30 anos ininterruptos de poder, com a vitória de Jaques Wagner sobre o então governador Paulo Souto (DEM) em 2006.

Mas voltando a ACM, ele foi o primeiro ministro das Comunicações após o fim da Ditadura Militar. Ele foi nomeado março de 1985 pelo então presidente da República José Sarney e permaneceu no cargo até março de 1990.

Este foi o período também de ascensão do império dos Magalhães na comunicação, a partir das concessões públicas de rádio e TV. Foi exatamente em 1985 que a TV Bahia, afiliada da Rede Globo, foi ao ar pela primeira vez. A atual Rede Bahia é o maior grupo de comunicação do Nordeste e um dos maiores do País, e o sinal da TV Bahia é transmitido a 415 dos 417 municípios do Estado.

O grupo, hoje, além da TV (com seis repetidoras em cidades diferentes), detém ainda o jornal Correio* (segundo maior do Estado); as rádios Bahia FM, Globo FM Salvador e CBN Salvador; e os sites iBahia e Correio 24 horas. O império da comunicação construído por ACM atualmente é administrado pelo ex-senador ACM Junior, que deixou a política em 2010 para se dedicar aos negócios da família.

É praticamente surreal acreditar que Jaques Wagner vá começar do zero e construir mais um império da comunicação na Bahia. Mas uma coisa é certa: ele sentará na cadeira que já pertenceu a um conterrâneo poderoso (Wagner é carioca radicado na Bahia e sua vida pública começou aqui).

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