Wagner não cede e não dá "salvo conduto à barbárie"

Com estas palavras governador da Bahia, Jacques Wagner, definiu que no haveria acordo sobre anistia para grevistas. Lder do movimento diminui reivindicaes da pauta de seis para duas, mas mantm pedido de anistia

Wagner não cede e não dá "salvo conduto à barbárie"
Wagner não cede e não dá "salvo conduto à barbárie" (Foto: Divulgação)

Bahia 247 - O movimento grevista da PM diminui a pauta de reivindicações de seis propostas para duas. Porém, só há um problemão. Persiste na lista dos manifestantes o pedido de anistia dos grevistas, a cláusula que o governador Jaques Wagner, durante entrevista à imprensa neste sábado (4), mais enfatizou que não negociaria.

O governador chegou a usar palavras duras como: "o pedido de anistia é o salvo conduto para a barbaridade que estão fazendo", através das quais ressaltou que não teria acordo. Além disto, desde a quinta-feira (2), o governador já havia expedido 12 mandados de prisão. Dentre eles, está o de Marco Prisco, líder do movimento e presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), entidade que deflagrou o movimento.

A pauta de reivindicações, que inicialmente listava seis itens, como incorporação de gratificações aos salários e regulamentação para o pagamento de adicionais, como de periculosidade e acidente, foi reduzida a dois: anistia dos grevistas e o pagamento da gratificação por atividade de polícia (GAP).

"Veja que são pedidos simples, um é relativo ao retorno ao trabalho dos colegas e o outro é apenas cumprir o que já determina a lei", diz Prisco. Ele acrescenta que também abriu mão de participar das negociações com o governo do Estado - a associação que dirige não é reconhecida pelo comando da PM no Estado como entidade de classe. "O que falta ao governo é apenas dialogar com seriedade, porque já diminuímos bastante a pauta para colaborar com a sociedade, que está clamando por segurança."

Quando informado de que o governador não negociaria a anistia aos grevistas e que ainda havia acusado os participantes do movimento de crimes, incluindo homicídios, Prisco disse concordar que a anistia não se aplique nesses casos, se comprovados.

"Se o governador diz ter certeza de que há policiais praticando crimes pelo Estado, esses crimes devem ser investigados e punidos como determina a lei, sem dúvida", afirmou. "Não é o nosso caso, aqui, e nenhuma prática criminosa partiu ou foi pedida pela gente. Estamos em um movimento pacífico na Assembleia e o pedido de anistia é apenas para os integrantes desse movimento", disse Prisco à reportagem do jornal Estado de São Paulo.

Ainda durante a entrevista, Wagner afirmou que não permitiria que os manifestantes usassem a Assembleia como núcleo de saída para a execução das barbáries que vinham sendo feitas por Salvador. Pois bem, está posto o impasse.

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