Wagner pede apoio das centrais à reforma política

Governador recebeu lideranças das centrais sindicais (todos ligados a partidos de esquerda e aliados históricos do PT) para pedir que o foco da manifestação no Dia Nacional de Luta, na quinta-feira (11), não seja só o da crítica ao poder público e sugeriu que a mobilização empunhe a bandeira da reforma política; em Salvador, a manifestação que congregará CUT, CTB, UGT, Fetrab e demais coletivos, sairá do Campo Grande às 11h rumo a Praça Municipal

Wagner pede apoio das centrais à reforma política
Wagner pede apoio das centrais à reforma política

Bahia 247

Com discurso sintonizado com o da presidente Dilma Rousseff, o governador Jaques Wagner recebeu as lideranças das centrais sindicais na Bahia (todos ligados a partidos políticos de esquerda e aliados históricos do PT) para pedir que o foco da manifestação no Dia Nacional de Luta, na quinta-feira (11), não seja só o da crítica ao poder público e sugeriu que a mobilização empunhe a bandeira da reforma política.

Em resposta, nesta segunda-feira (8), PT, PSB, PCdoB e PDT decidiram dar apoio às centrais no dia 11 "pela reforma política e em defesa do plebiscito". Parte dos representantes das centrais, porém, está refratária à ideia do plebiscito proposto pelo presidente Dilma.

Em Salvador, a manifestação que congregará CUT, CTB, UGT, Fetrab e demais coletivos, sairá do Campo Grande às 11h de quinta rumo a Praça Municipal. A pauta das centrais pede o fim do fator previdenciário, a não aprovação do projeto de lei da terceirização, piso salarial regional e mais investimentos em saúde, educação e transporte.

O secretário das Relações Institucionais da Bahia, Cezar Lisboa, informou que a reunião integra um cronograma organizado pelo governo para restabelecer diálogo com a sociedade através das entidades sindicais, de classe e diversos movimentos sociais.

Bandeiras - "Na avaliação do governador estava faltando na nossa pauta uma grande bandeira. Ele então sugeriu que a reforma política fosse essa bandeira", disse Magno Lavigne, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), em entrevista ao jornal A Tarde.

Lavigne, opina, porém, que "esse não é um movimento de desagravo à presidente da República" e que as centrais irão às ruas para que atendam às demandas antigas. Já a diretora da Fetrab, Marinalva Nunes, avalia que a reforma política é bandeira de todos. O governador, diz, mostrou preocupação: "Ele pediu que a gente acertasse o alvo e que esse alvo não era só o poder público".

O diretor executivo da CTB, Adilson Araújo, lembra que o movimento do dia 11 foi decidido há tempos. "Embora possamos estar em sintonia com as mobilizações de rua, vamos mostrar que nós temos bandeiras e não nos envergonhamos de levá-las para as ruas", declarou.

Ele esclareceu que há anos estão engavetados no governo federal os pleitos que as centrais levarão para as ruas como reforma agrária, a redução da jornada de trabalho e destinação de 10% do PIB para a saúde e educação.

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