Youssef delata no caso do Rodoanel e esquenta clima da Lava Jato em São Paulo

Um dos primeiros e mais célebres delatores da Operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef foi chamado para prestar depoimento aos investigadores da Operação Pedra no Caminho, braço da força-tarefa que investiga desvios e fraudes no Rodoanel Norte, em São Paulo; Youssef contou que entregou dinheiro, a pedido do chefe da propina da OAS, José Ricardo Breghirolli, em endereços de São Paulo; o delator ainda não citou nomes de destinatários

Youssef delata no caso do Rodoanel e esquenta clima da Lava Jato em São Paulo
Youssef delata no caso do Rodoanel e esquenta clima da Lava Jato em São Paulo (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

247 - Um dos primeiros e mais célebres delatores da Operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef foi chamado para prestar depoimento aos investigadores da Operação Pedra no Caminho, braço da força-tarefa que investiga desvios e fraudes no Rodoanel Norte, em São Paulo. Youssef contou que entregou dinheiro, a pedido do chefe da propina da OAS, José Ricardo Breghirolli, em endereços de São Paulo. O delator ainda não citou nomes de destinatários.

O doleiro revelou que ‘o dinheiro era entregue nos endereços indicados’ por José Ricardo, por ele próprio e por seu funcionário Rafael Ângulo Lopes – também delator. 

Youssef disse que “talvez Rafael Ângulo se recorde de algum endereço ou nome do destinatário final do dinheiro; que no dia em que foi preso na 1ª fase da Operação Lava Jato, em março de 2014, havia no cofre de seu escritório uma determinada quantia de dinheiro em espécie que seria usada em algumas entregas a pedido da OAS, por meio de José Ricardo, com as respectivas anotações de endereço e o nome do destinatário nesta cidade de São Paulo/SP”.

E detalhou: "aproximadamente em meados do ano de 2012, o declarante estreitou suas relações com José Ricardo Breghiroli, à época funcionário da OAS”, afirmou. “Se colocou à disposição de José Ricardo para a prestação de serviços para a OAS e, então, naquela época de 2012, passou a prestar serviços de operação de ‘caixa dois’ também para a OAS, sempre por intermédio de José Ricardo.”

"Youssef declarou que ‘em uma periodicidade de uma duas vezes por semana, encontrava-se com José Ricardo, ao longo dos anos de 2012, 2013 e início de 2014, quando então José Ricardo lhe entregava altas quantias de dinheiro em espécie, bem como apontava endereços e respectivos valores em que os montantes deveriam ser entregues’."

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