Zanin: reportagem do jornal O Globo não transfere propriedade

O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Lula, pediu nesta quarta-feira, 24, que a inocência do ex-presidente seja reconhecida pelo TRF-4; segundo Zanin, ficou provado que o triplex não é de propriedade de Lula, mas sim da empreiteira OAS. "Reportagem do jornal O Globo não transfere a propriedade", disse Zanin, ao criticar a manifestação do Ministério Público; ele reiterou que o processo é nulo, gerando uma sentença nula, e que não houve a prova da culpa, mas sim a prova da inocência

Zanin: reportagem do jornal O Globo não transfere propriedade
Zanin: reportagem do jornal O Globo não transfere propriedade

Rio Grande do Sul 247 - O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Lula, pediu nesta quarta-feira, 24, que a inocência do ex-presidente seja reconhecida pelo TRF-4. 

Segundo Zanin, ficou provado que o triplex não é de propriedade de Lula, mas sim da empreiteira OAS. "Reportagem do jornal O Globo não transfere a propriedade", disse Zanin, ao criticar a manifestação do Ministério Público.

Ele reiterou que o processo é nulo, gerando uma sentença nula, e que não houve a prova da culpa, mas sim a prova da inocência.

Leia mais na matéria da Agência Brasil. 

Defesa diz que houve cerceamento e pede nulidade de processo contra Lula

Danyele Soares, enviada Especial - O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, afirmou hoje (24), durante julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4º Região (TRF4), que o processo é nulo e que, na sentença, não foi feita prova da culpa, mas, sim, da inocência do ex-presidente. Na alegação, Zanin apontou uma série de inconsistências no processo.

Zanin embasou a apelação ao defender que houve cerceamento de defesa, problemas na escolha da jurisdição e parcialidade do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo em primeira instância.

A apelação da defesa de Lula é contra a condenação a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do triplex do Guarujá – aplicada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal, em Curitiba (PR).

A defesa afirmou que falta correlação entre a denúncia e a sentença. "O juiz de primeiro grau construiu uma acusação própria. Ele deixou de lado a denúncia. O que se vê na sentença é uma completa distorção", defendeu.

O advogado também criticou o conceito de tipicidade do crime de corrupção passiva. "O crime de corrupção passiva se tipifica quando o funcionário público recebe uma vantagem indevida. Então é preciso estabelecer o nexo. Aqui na sentença, o juiz diz que houve atos de ofício indeterminados. Significa reconhecer que não há atos de ofícios nesse processo. Crimes não pode ser fluidos."

Antes de Zanin, falaram os advogados René Dotti - que é assistente da acusação e representa a Petrobras -, Fernando Augusto Henriques Fernandes - defensor do ex-presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto. As demais defesas abriram mão das manifestações.

Acompanhe ao vivo o julgamento: 

 

 

Danyele Soares - Enviada Especial

 

O advogado de Cristiano Zanin fala no julgamento de recurso da defesa de Lula no caso do triplex _ Foto Sylvio Sirangelo/TRF4

O advogado de Cristiano Zanin fala no julgamento de recurso da defesa de Lula no caso do triplexSylvio Sirangelo/TRF4

O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, afirmou hoje (24), durante julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4º Região (TRF4), que o processo é nulo e que, na sentença, não foi feita prova da culpa, mas, sim, da inocência do ex-presidente. Na alegação, Zanin apontou uma série de inconsistências no processo.

Zanin embasou a apelação ao defender que houve cerceamento de defesa, problemas na escolha da jurisdição e parcialidade do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo em primeira instância.

A apelação da defesa de Lula é contra a condenação a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do triplex do Guarujá – aplicada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal, em Curitiba (PR).

A defesa afirmou que falta correlação entre a denúncia e a sentença. “O juiz de primeiro grau construiu uma acusação própria. Ele deixou de lado a denúncia. O que se vê na sentença é uma completa distorção”, defendeu.

O advogado também criticou o conceito de tipicidade do crime de corrupção passiva. “O crime de corrupção passiva se tipifica quando o funcionário público recebe uma vantagem indevida. Então é preciso estabelecer o nexo. Aqui na sentença, o juiz diz que houve atos de ofício indeterminados. Significa reconhecer que não há atos de ofícios nesse processo. Crimes não pode ser fluidos.”

Antes de Zanin, falaram os advogados René Dotti - que é assistente da acusação e representa a Petrobras -, Fernando Augusto Henriques Fernandes - defensor do ex-presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto. As demais defesas abriram mão das manifestações.

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