Zeca: "tem alguma lógica política João se aliar a Jackson?"

Deputado estadual do PSC não o vê possibilidade de aliança entre o vice-governador Jackson Barreto (PMDB) e o prefeito João Alves Filho (DEM) com vistas ao pleito de 2014; ele diz que candidatura de Eduardo Amorim ao Governo é "pensamento unânime" dentro do agrupamento que integra; sobre Proinveste, Zeca reconhece que houve desgaste inicial para o agrupamento liderado por Edivan e Eduardo Amorim; o parlamentar diz que falta gerência ao Governo Déda: "Governo precisa de celeridade nas decisões das soluções"

Zeca: "tem alguma lógica política João se aliar a Jackson?"
Zeca: "tem alguma lógica política João se aliar a Jackson?"

Valter Lima, do Sergipe 247 – O deputado estadual Zeca da Silva (PSC), em entrevista ao Sergipe 247, reconheceu que o posicionamento inicial do agrupamento liderado por Edivan (PTB) e Eduardo Amorim (PSC) contrário à aprovação do Proinveste desgastou a imagem deles perante a sociedade. No entanto, o parlamentar avalia que isto já foi superado.

“Nunca fomos contrários ao Proinveste. Queríamos o detalhamento dos projetos que irão receber os investimentos. Conseguir um dinheiro desses para poder transformar regiões e trazer benefícios para o Estado, qualquer cidadão seria a favor”, disse.

Ainda assim, Zeca questiona, em tom de ironia, se o empréstimo de R$ 567 milhões é “solução para tudo” em Sergipe: “fico me perguntando: o Proinveste vai resolver os problemas da saúde, da educação e da segurança?”. Para ele, “falta capacidade em alguns setores do Governo para dar celeridade à administração”.

Ao 247, Zeca diz também que é “pensamento unânime” entre os integrantes do grupo, do qual ele faz parte, de que o nome do senador Eduardo Amorim é o que deve ser lançado à disputa eleitoral pelo Governo do Estado em 2014. Para o deputado, os resultados do pleito do ano passado deram uma “base muito boa” para uma candidatura própria a governador. Ele afirma ainda que não vê lógica numa aliança entre o prefeito João Alves Filho (DEM) e o vice-governador Jackson Barreto (PMDB).

Confira a íntegra da entrevista concedida na última terça-feira (30).

Sergipe 247 – Como o PSC está se organizando para a disputa eleitoral de 2014? Terá realmente uma candidatura própria?

Zeca da Silva - Lógico que a gente pensa num projeto macro para o Estado. Essa discussão já vem sendo feita dentro do partido desde o ano passado. O nome mais forte que temos entre os componentes do partido é o do senador Eduardo Amorim. Ele é a referência no partido. Já tem, inclusive, componentes do partido e aliados partidários que tem esse anseio e o desejo de que o nome de Eduardo seja lançado. Mas da parte dele – e isso não é estratégia política – não se antecipar aos fatos. A campanha ainda é para o ano. Saímos de uma campanha recentemente, que foi a eleição municipal que a gente trabalhou em todos os municípios. E conseguimos fazer uma base eleitoral muito boa. Diante dessa base, tanto no interior como na capital, essa candidatura própria passa logicamente pelo pensamento unânime, de que deve ser o senador Eduardo Amorim. Mas não quero antecipar fato politico eleitoral nenhum que não seja em 2014. Para cada dia sua agonia.

247 - Na próxima semana, o Proinveste deverá ser aprovado, depois de um longo período de debates. Fala-se muito no desgaste que o primeiro “não” dado pela oposição causou ao grupo do qual o senhor faz parte. Que análise o senhor faz disso?

ZS - No início, reconheço que houve sim desgaste natural, pela forma que o Governo anunciou o projeto, que traria muitas obras ao Estado. É lógico que a população não iria aceitar posicionamentos contrários, mas hoje acho que nos fizemos entender. O que nós mais queríamos é o que está provado agora. Primeiro, o Governo veio com aquela história de que tinha prazo, e a população viu que não foi bem assim e começou a entender que nossa cobrança era para fazer essa amarração e conhecer os projetos, porque antes estava só na intenção de fazer as obras, mas como já ia aprovar a autorização para pegar o dinheiro emprestado sem nem ter todos os projetos definidos? Então houve aquela discussão toda que ninguém mais aguenta. Felizmente o debate aconteceu. Respeitoso, o governador, ele próprio, chamou a discussão para si, quando viu que estava havendo muito conflito entre membros da oposição e da situação. E num gesto democrático e simbólico, quis discutir com a oposição os destinos do Proinveste. Em um dia, ele fez o convite, e, no outro dia, estava todo mundo sentado, e, mais 15 dias, estava tudo resolvido. Faltou sensibilidade da parte do Governo no início, mas não quero mais criar celeuma em relação a isto. Nunca fomos contrários ao Proinveste. Conseguir um dinheiro desses para poder transformar regiões e trazer benefícios, qualquer cidadão seria a favor.

247 – Mas para o senhor qual o peso real do Proinveste e como fica a administração estadual depois dele?

ZS – Fico me perguntando se o Proinveste vai resolver todos os problemas do Estado, se vai resolver o problema da saúde, da educação, da segurança. Tudo hoje gira em torno do Proinveste. Membros da situação querem imputar a responsabilidade de algumas mazelas à oposição. Quem governa não somos nós. São eles. Eles têm que apresentar a solução. Tudo agora é depois do Proinveste? Falta capacidade em alguns setores de Governo e há problemas de gerência. São pessoas competentes, mas que precisam de um rumo diferente. Precisa de uma celeridade maior. Tem determinados projetos que não dependem do governador. São os secretários que devem tocar. O Governo precisa de celeridade nas decisões das soluções. Tem projetos e ideias, mas não coloca em prática.

247 – O senhor vê como possível uma aliança entre João Alves e Jackson Barreto ou crê que o prefeito de Aracaju apoiará Eduardo Amorim?

ZS – Não vou responder essa pergunta. Eu quero que a população reflita se tem alguma lógica politica João se aliar a Jackson?

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