China amplia protagonismo diplomático, diz editorial do Global Times
A China oferece estabilidade, cooperação e novas oportunidades ao mundo
247 - A China amplia o protagonismo diplomático, em meio a uma nova rodada de visitas de alto nível, enquanto, segundo editorial do Global Times, o país oferece estabilidade, cooperação e novas oportunidades ao mundo em um cenário internacional marcado por turbulências e incertezas.
De acordo com o jornal, Pequim registrou em maio uma nova onda de visitas à China, com pelo menos uma dúzia de intercâmbios bilaterais de alto nível e eventos multilaterais realizados no país. Para o jornal, o movimento dá continuidade a uma sequência iniciada entre o fim do ano passado e o começo deste ano, quando líderes europeus e dirigentes de países vizinhos passaram a visitar a China com maior frequência.
O editorial afirma que a sucessão de encontros em Pequim não é um fenômeno isolado. Segundo o texto, a intensificação da agenda diplomática chinesa reflete a capacidade do país de atrair lideranças estrangeiras em busca de um ambiente de desenvolvimento mais estável, especialmente diante das mudanças profundas na ordem internacional.
O Global Times menciona que, no início deste ano, a revista norte-americana Forbes observou que a China vinha “estendendo o tapete vermelho” quase diariamente para receber líderes estrangeiros. Meses depois, afirma o editorial, esse movimento teria se ampliado, tornando-se um sinal do apelo diplomático chinês e da força de atração exercida por Pequim no cenário das grandes potências.
Agenda diplomática intensa
Segundo o editorial, a agenda internacional da China se tornou tão movimentada que “acompanhar a agenda diplomática da China” passou a ganhar espaço no debate público. O texto cita estatísticas divulgadas pela mídia segundo as quais todos os outros quatro membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU visitaram a China. Entre os países do G7, todos, com exceção do Japão, também teriam enviado representantes ou líderes ao país.
A lista de autoridades de países em desenvolvimento mencionada pelo Global Times inclui o secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista do Vietnã e presidente vietnamita, To Lam, o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, xeque Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, o presidente de Moçambique, Daniel Chapo, e o presidente do Tajiquistão, Emomali Rahmon.
Para o jornal, a concentração de compromissos diplomáticos em Pequim não deve ser vista apenas como coincidência de agendas. O editorial sustenta que, em um momento de instabilidade global, os países tendem a voltar sua atenção para lugares onde percebem perspectivas de desenvolvimento mais claras, direção política mais definida, soluções de governança mais eficazes e estabilidade mais duradoura.
Responsabilidade entre grandes potências
O Global Times afirma que a nova onda de encontros em Pequim também expressa um senso de responsabilidade da China diante das relações entre grandes potências. Segundo o editorial, a estabilidade global depende, em grande medida, da trajetória das relações entre os principais atores internacionais.
O texto sustenta que, sob a orientação da diplomacia conduzida pelos chefes de Estado, a China tem buscado defender a paz mundial e promover um novo modelo de relações entre grandes potências. O editorial cita o encontro entre os líderes da China e dos Estados Unidos, no qual os dois lados teriam concordado em definir a relação bilateral como “uma relação construtiva China-EUA de estabilidade estratégica”.
O jornal também afirma que o encontro entre os líderes da China e da Rússia marcou uma nova etapa de desenvolvimento mais dinâmico nas relações bilaterais. Para o Global Times, tanto o “novo posicionamento” nas relações com os Estados Unidos quanto a “nova etapa” nas relações com a Rússia se afastam da lógica da Guerra Fria, dos jogos de soma zero e dos confrontos entre blocos.
Oriente Médio e busca por estabilidade
O editorial destaca ainda o encontro entre o presidente Xi Jinping e o xeque Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi, dos Emirados Árabes Unidos. Segundo o Global Times, Xi apresentou uma proposta de quatro pontos voltada à promoção da paz e da estabilidade no Oriente Médio.
De acordo com o jornal, a China também tem oferecido assistência ativa a países em desenvolvimento afetados por interrupções nas rotas marítimas do Estreito de Ormuz. O editorial apresenta essas ações como parte de uma política chinesa voltada ao diálogo, à resolução política de disputas e à oposição ao uso da força e ao confronto entre blocos.
O texto argumenta que a diplomacia chinesa procura transformar princípios em ações concretas. Para o Global Times, essa postura revela um compromisso de Pequim com a paz, o desenvolvimento e o bem comum em escala internacional.
Cooperação e experiência de desenvolvimento
Outro ponto central do editorial é a avaliação de que mais países têm buscado a China como referência de desenvolvimento e governança. O Global Times afirma que muitas lideranças estrangeiras passaram a “olhar para o Oriente” e a procurar Pequim para conhecer experiências chinesas e identificar novas oportunidades de cooperação.
O texto menciona o chanceler alemão Friedrich Merz, que teria feito uma viagem voltada ao estudo das indústrias chinesas de manufatura inteligente e robótica industrial. Também cita o presidente moçambicano Daniel Chapo, que visitou locais como Hunan e Qinghai para observar experiências chinesas no equilíbrio entre proteção ecológica e combate à pobreza.
O editorial destaca ainda a visita de To Lam à Nova Área de Xiong’an e sua viagem no trem de alta velocidade Fuxing. Segundo o Global Times, esses deslocamentos permitiram ao dirigente vietnamita observar diferentes dimensões da modernização chinesa.
Para o jornal, esses exemplos demonstram o reconhecimento internacional das conquistas da China em desenvolvimento e governança. O editorial sustenta que o modelo chinês oferece lições relevantes e que as oportunidades criadas pelo crescimento do país são inclusivas e possuem amplo potencial.
Governança global e propostas chinesas
O Global Times também relaciona a intensificação das visitas a Pequim ao momento de pressão sobre a ordem internacional. Segundo o editorial, o avanço do unilateralismo e do protecionismo amplia a necessidade de uma nova visão de governança global, capaz de reduzir diferenças e construir consensos.
O texto cita os resultados da cooperação no âmbito da Iniciativa Cinturão e Rota e as chamadas quatro principais iniciativas globais propostas pela China. Para o jornal, essas iniciativas têm como eixo os temas da paz e do desenvolvimento.
O editorial afirma que a China não interfere nos assuntos internos de outros países nem impõe sua vontade a outras nações. Segundo o Global Times, Pequim defende a igualdade entre países, independentemente de tamanho, força ou riqueza.
O jornal apresenta essa posição como uma ruptura com a ideia de que uma potência em ascensão necessariamente buscaria hegemonia. Para o editorial, a proposta chinesa oferece um caminho alternativo para o aperfeiçoamento do sistema de governança global.
Relação com países africanos
O editorial também menciona que, em 1º de maio de 2026, a China começou a implementar um tratamento tarifário zero ampliado para importações de todos os 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas.
Segundo o Global Times, a medida se soma ao fortalecimento da cooperação em áreas como comércio, novas energias e economia inteligente. O texto também cita o incentivo a intercâmbios culturais, educacionais, científicos e esportivos, além da busca por mecanismos de cooperação capazes de gerar benefícios mútuos.
O jornal afirma que Pequim busca manter cadeias industriais e de suprimentos estáveis e desobstruídas. Para o editorial, a confiança conquistada pela China na comunidade internacional decorre de sua atuação como grande potência responsável.
China se apresenta como parceira confiável
Na avaliação do Global Times, a China não exportou turbulência nem confrontos ao mundo. O editorial sustenta que o país oferece estabilidade, oportunidades e esperança, em contraste com um cenário internacional marcado por tensões e incertezas.
O texto conclui que a onda diplomática observada em maio revelou uma China vibrante, aberta e inclusiva, capaz de preservar princípios fundamentais, buscar inovação e assumir responsabilidades relevantes. Para o jornal, independentemente das mudanças no ambiente internacional, a China permanece como um parceiro confiável para outros países.



