“Investir é um ato político”, diz João Pacífico, que estruturou a operação do MST na Bolsa

Para o investidor, CEO do Grupo Gaia, o “mercado financeiro é um câncer para a sociedade, mas não pode ser". Ele defende que haja financiamento daqueles que verdadeiramente produzem na economia. “Quem gera riqueza é quem está plantando”. Assista na TV 247

(Foto: Nelson Orlando de Andrade | Divulgação)
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247 - O CEO do Grupo Gaia, João Paulo Pacifico, criticou, em entrevista à TV 247, o “formato” do capitalismo praticado nos grandes centros da especulação financeira, como a Faria Lima, em São Paulo. O investidor, que estruturou a operação de captação de R$ 17,5 milhões por sete cooperativas do MST, defendeu a geração de riqueza através do financiamento direto de quem verdadeiramente produz.

A Faria Lima não pode ser protagonista na sociedade brasileira, afirmou João Paulo Pacifico. “Sou muito contra o formato do capitalismo atual que acontece aqui na Faria Lima especialmente. Não concordo. Atualmente, o mercado financeiro é um câncer para a sociedade brasileira, mas não precisa ser. O mercado financeiro está aqui para criar pontes, não para ser o protagonista. Ele não pode ser protagonista, e está hoje virando um, o que é ruim. O mercado financeiro não gera riqueza, ele facilita a geração de riqueza. Quem gera riqueza é quem está plantando. Então, ao invés de ser essa ponte ele virou esse prédio em cima”, observou. 

“Comunista”

A operação de captação do MST gerou estranheza nos círculos “faria limers”, contou João Paulo Pacifico. “É comum me chamarem de comunista, nem ligo mais”. 

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O investidor definiu o propósito de combater o mercado dos que “andam de coletinho”, para “hackear” o sistema de dentro. “Apesar de estar na Faria Lima, não tenho nenhuma característica de ‘faria limer’. Sempre olhei muito fora da bolha. Não sou o que anda de coletinho, não é minha vibe, apesar de eu estar no mercado. O ponto é esse, é hackear o sistema por dentro”. 

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