62% das cidades brasileiras não têm cobertura de jornalismo local, mostra pesquisa

Segundo o Atlas da Notícia, divulgado nesta quarta-feira, 11, “deserto de notícias” atinge um total de 37,4 milhões de pessoas. Cenário é preocupante para as eleições de 2020, onde a maioria dos brasileiros se informam exclusivamente por meio do aplicativo WhatsApp, utilizado como meio de disseminação em massa de notícias falsas nas eleições de 2018

(Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - Segundo dados do Atlas da Notícia, divulgados nesta quarta-feira, 11, 62,6% dos municípios brasileiros não têm nenhum veículo de imprensa para informar a população sobre o que ocorre na cidade. 

O “deserto de notícias” atinge um total de 37,4 milhões de pessoas em meio a um cenário preocupante para as eleições de 2020, onde a maioria dos brasileiros se informam exclusivamente por meio do aplicativo WhatsApp, utilizado como meio de disseminação em massa de notícias falsas nas eleições presidenciais de 2018. 

O Nordeste (73,5% dos municípios) e o Norte (71,8%) são as regiões com maior proporção de desertos. Em alguns Estados dessas regiões, essa porcentagem é ainda maior: Tocantins (89,2%), Rio Grande do Norte (85,6%), Piauí (83%) e Paraíba (81,6%).

Há ainda os “quase desertos” de notícias, que representam 19,2% dos municípios do Brasil. São localidades que correm risco de virarem desertos, pois têm apenas um ou dois veículos jornalísticos. Ao menos 27,5 milhões de brasileiros vivem em cidades assim, segundo a pesquisa feita pelo Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor).

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247