A Globo do RN é investigada por compra de votos em eleição

Em relatório, a PF aponta operações financeiras de R$ 5 milhões, firmadas de agosto a outubro de 2014, entre a Intertv Cabugi, afiliada da Rede Globo, e o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (MDB-RN), sócio da empresa, como transação para a compra de votos de lideranças partidárias

(Foto: Divulgação)
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247 - O ex-candidato a governador do Rio Grande do Norte Henrique Eduardo Alves (MDB) e a TV Globo estadual são alvos principais de investigação da Polícia Federal (PF). Em relatório, a corporação aponta operações financeiras de R$ 5 milhões, firmadas de agosto a outubro de 2014, entre a Intertv Cabugi, afiliada da Rede Globo, e Alves, sócio da empresa, como transação para a compra de votos de lideranças partidárias. Os dados estão no inquérito derivado da Operação Lava e tramitam sob sigilo, com supervisão da Justiça Eleitoral. A informação foi publicada por Dinarte Assunção, do Blog do Dina.

De acordo com as investigações, as operações financeiras ocorreram em 8 e 19 de agosto, 24 e 26 de setembro e 16 de outubro de 2014. Cada uma no valor de R$ 1 milhão, depositados na conta pessoal de emedebista. No mesmo período, há saídas da conta no valor de R$ 5,2 milhões.

O advogado Marcelo Leal, que defende o ex-deputado, afirmou que o seu cliente "detém 20,5% da Televisão CABUGI Ltda. desde agosto de 1995, parte herdada dos seus pais e o complemento adquirido dos seus irmãos e primos".

"Ao longo dos últimos anos, não tendo a referida empresa disponibilidade contábil para proceder a liberação dos dividendos a que o mesmo fez jus, a sua alta Direção optou por mútuos a serem compensados em momentos futuros", diz a nota.

"Neste contexto, e apenas nele, foram liberados mútuos por justo pedido do sócio, sem a TV saber ou ter nenhum conhecimento prévio de seu uso, como não poderia deixar de ser", continua. "Por outro lado, a defesa logo esclarece que o seu cliente não destinou esse montante – que lhe pertence e todo ele está declarado na sua Declaração de Rendas Anual à RFB – à compra de votos nas eleições de 2014".

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