A legalidade estrangeira de Sérgio Moro

O escritor e sociólogo Luiz Alberto Gomez de Souza afirma que Sergio Moro continua encarnando o sistema fracassado de uma justiça seletiva; ele o compara a Flavio Dino, em busca de uma definição dos contrários: "comparemos Flávio Dino e sua sensibilidade patriota, como juiz e governador, com seu companheiro de concurso, com menor pontuação, Sérgio Fernando Moro, ocupado na construção de uma Lava Jato  moralista, que destrói um patrimônio industrial"

A legalidade estrangeira de Sérgio Moro
A legalidade estrangeira de Sérgio Moro (Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters)

247 - O escritor e sociólogo Luiz Alberto Gomez de Souza afirma que Sergio Moro continua encarnando o sistema fracassado de uma justiça seletiva. Ele o compara a Flavio Dino, em busca de uma definição dos contrários: "comparemos Flávio Dino e sua sensibilidade patriota, como juiz e governador, com seu companheiro de concurso, com menor pontuação, Sérgio Fernando Moro, ocupado na construção de uma Lava Jato  moralista, que destrói um patrimônio industrial".

Leia trechos do artigo do sociólogo e também cientista político Luiz Alberto Gomez de Souza para o site Carta Maior

"Há bons indícios de que ele teve treinamento no exterior. Segue à risca uma certa legalidade. Qual legalidade? A que o sistema desenha. Dentro dela ele é totalmente coerente e legal. Só pode causar indignação e surpresa quem não percebe sua adequação perfeita a uma sociedade neoliberal. Há que denunciar o sistema, não seus lacaios isolados.

Esta sociedade é ilegítima porque injusta, mas construiu os muros de uma certa legalidade. Para trabalhar na sociedade há que conviver com essa legalidade dominante. É o que fazem os advogados de Lula.  Sair dela poderia levar a dois caminhos. Um primeiro, não participar de ritos eleitorais, por exemplo. Seria colocar-se à margem e perder a ocasião de um trabalho educativo de cidadania, dentro do próprio sistema. A construção de uma nova hegemonia parte de uma negação dialética de dentro da hegemonia vigente. A partir dela e contra ela. Outra posição seria simplesmente querer derrubar o sistema. Estariam dando pretexto para os mourões da vida, que não esperam outra coisa para dar um golpe, que chamariam logo de contragolpe. Lembremos 1964."

 

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247