'A montanha de Davos pariu um rato', afirma jornalista

A ida de Bolsonaro ao Fórum Econômico Internacional de Davos se mostrou um erro estratégico; o mundo ainda não conhecia Bolsonaro 'pessoalmente' e agora conhece; os empresários presentes ao discurso minúsculo do ex-capitão ficaram impactados com tamanha desimportância; os relatos da cena são unânimes e até o jornal O Estado de S. Paulo não esconde sua decepção, através da jornalista Vera Magalhães: "reação morna, algo estupefata dos presentes ao conteúdo raso, pueril, eivado de generalidades, lido em tom titubeante em seis breves minutos"

'A montanha de Davos pariu um rato', afirma jornalista
'A montanha de Davos pariu um rato', afirma jornalista (Foto: Alan Santos/PR )
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - A ida de Bolsonaro ao Fórum Econômico Internacional de Davos se mostrou um erro estratégico. O mundo ainda não conhecia Bolsonaro 'pessoalmente' e agora conhece. Os empresários presentes ao discurso minúsculo do ex-capitão ficaram impactados com tamanha desimportância. Os relatos da cena são unânimes e até o jornal O Estado de S. Paulo não esconde sua decepção: "reação morna, algo estupefata dos presentes ao conteúdo raso, pueril, eivado de generalidades, lido em tom titubeante em seis breves minutos."

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que o "decantado o tuítico discurso de Jair Bolsonaro em Davos, é possível afirmar que a montanha suíça pariu um rato. A expectativa quanto à fala do presidente brasileiro era imensa. Sua eleição, de fato, representou uma ruptura com a diretriz social-democrata que governava o País ao menos desde FHC, e há grande interesse pela sua plataforma liberal. Daí porque a audiência em Davos e no resto do mundo que acompanha o Fórum Econômico Mundial era por plataforma. Detalhes, ou ao menos caminhos, para reerguer a economia. Reformas, portanto."

E acrescenta: "a evidência de que a fala não agradou veio de pronto: reação morna, algo estupefata dos presentes ao conteúdo raso, pueril, eivado de generalidades, lido em tom titubeante em seis breves minutos. As perguntas na também breve entrevista deixaram claros o constrangimento e a demanda por respostas, prazos, caminhos, programas. Serve como lição para a equipe do presidente: tornar o Brasil atrativo a investimentos vai requerer mais do que convidar as "famílias" a desfrutarem das nossas praias."

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247