ABI condena ataques a Miriam Leitão e Glenn Greenwald

A ABI - Associação Brasileira de Imprensa condenou em nota as ameaças e intimidações a jornalistas, citando os nomes de Miriam Leitão, do sociólogo Sérgio Abranches e Glenn Greenwald

Miriam Leitão e Glenn Greenwald
Miriam Leitão e Glenn Greenwald (Foto: Reprodução | Senado)

247 - A ABI - Associação Brasileira de Imprensa condenou em nota as ameaças e intimidações a jornalistas, citando os nomes de Miriam Leitão, do sociólogo Sérgio Abranches e Gleen Greenwald.  

A jornalista e seu marido tiveram sua participação cancelada na Feira do Livro em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, após protestos de grupos de extrema direita nas redes sociais através d eabaixo-assinado contra a presença do casal.   A nota da ABI também cita o nome de Glenn Greenwald.    

Paulo Henrique Amorim, morto no último dia 10, também é mencionado. Ele tinha sido afastado no final de junho do programa que apresentava na Record, num ato de intolerância da empresa, aliada do presidente Jair Bolsonaro.  

As informções são do jornal Folha de S. Paulo.  Leia abaixo a íntegra da nota da ABI:  

"Unidade contra ameaças e intimidações  

Neste momento, em que crescem as ameaças e intimidações aos jornalistas e outros brasileiros, tendo como principais exemplos as sofridas por Glenn Greenwald, Míriam Leitão e Sérgio Abranches, acompanhadas de demissões e afastamento de profissionais, promovidas por veículos de comunicação, como a que ocorreu com Paulo Henrique Amorim, a ABI conclama os jornalistas, os democratas e as entidades da sociedade civil a se unirem para garantirmos o Estado Democrático de Direito.  

A radicalização de grupos político-ideológicos, que se caracterizam, basicamente, pelo desprezo ao conhecimento e pela rejeição à diversidade, representa um retrocesso civilizatório inaceitável para a democracia brasileira.  

É cada dia mais preocupante o crescimento da ousadia destes grupos, na maior parte das vezes, escondidos pelo anonimato das redes sociais. Agora, no entanto, decidiram sair das ofensas para a intimidação direta, com ameaças e ações públicas, como em Paraty.  

Para a Casa do Jornalista, a utilização da Constituição Federal e dos demais instrumentos legais deve ser a forma de enfrentamento a estes atentados à liberdade de reunião e de expressão.  

A ABI, juntamente com as demais entidades democráticas da sociedade civil, exige que o Estado brasileiro aja em defesa dos princípios fundamentais da nossa democracia, investigando e aplicando a lei contra os que ameaçam e intimidam participantes de reuniões pacíficas.  

Paulo Jeronimo de Sousa Presidente da ABI"

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