ABI: Defender Glenn é proteger a liberdade de imprensa e a democracia

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Paulo Jeronimo de Sousa, a perseguição contra o jornalista Glenn Greenwald é "orquestrada pelo que há de mais atrasado politicamente na sociedade brasileira – saudosos da censura, das prisões e torturas de jornalistas, que caracterizaram os 21 anos de ditadura militar"

247 - A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) emtiu uma nota em repúdio à perseguiação contra o jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do Intercept Brasil, site que vem revelando um concluio entre Sérgio Moro e procuradores da Operação Lava Jato em que os dois lados extrapolam duas funções. Em uma tentativa de retaliação, a Polícia Federal, subordinada ao ministério da Justiça, chefiado por Moro, estuda investigar as movimentações financeiras do jornalista. 

De acordo com o presidente da ABI, Paulo Jeronimo de Sousa, é "inaceitável e odienta campanha, que vem sendo implementada contra um dos mais conceituados jornalistas do mundo, o editor do site The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, e sua família".

"Tal campanha, orquestrada pelo que há de mais atrasado politicamente na sociedade brasileira – saudosos da censura, das prisões e torturas de jornalistas, que caracterizaram os 21 anos de ditadura militar – tem por objetivo tentar criar um clima de medo e impedir que os profissionais da imprensa desempenhem, de forma livre, a sua função social de informar e esclarecer a sociedade. Para a ABI, todo e qualquer ataque a Glenn Greenwald representa uma ameaça aos jornalistas brasileiros e às liberdades de imprensa e expressão, garantidas pela Constituição brasileira", afirma a nota. 

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