Agência russa destaca assassinato de crianças pela política de Temer e Meirelles

A agência russa Sputnik repercutiu nesta sexta-feira, 25, a informação grave de que 20 mil crianças brasileiras morrerão até 2030 em decorrência de ajuste fiscal promovido por Michel Temer com apoio do PSDB

A agência russa Sputnik repercutiu nesta sexta-feira, 25, a informação grave de que 20 mil crianças brasileiras morrerão até 2030 em decorrência de ajuste fiscal promovido por Michel Temer com apoio do PSDB
A agência russa Sputnik repercutiu nesta sexta-feira, 25, a informação grave de que 20 mil crianças brasileiras morrerão até 2030 em decorrência de ajuste fiscal promovido por Michel Temer com apoio do PSDB (Foto: Aquiles Lins)

247 - A agência russa Sputnik repercutiu nesta sexta-feira, 25, a informação grave de que 20 mil crianças brasileiras morrerão até 2030 em decorrência de ajuste fiscal promovido por Michel Temer com apoio do PSDB. 

Leia abaixo o texto na íntegra:

20 mil crianças brasileiras morrerão em decorrência de ajuste fiscal até 2030

20 mil crianças brasileiras morrerão até 2030. O número impressiona, mas é precisamente esta a conclusão de um estudo comandado pela Fundação Oswaldo Cruz sobre os efeitos do arrocho fiscal na vida de dezenas de milhares de pequenos brasileiros. Em entrevista à Sputnik, o líder da pesquisa, Davide Rasella comenta os efeitos da contenção de gastos.

Publicado na revista PLO Medicine, o estudo "Morbimortalidade infantil associada a políticas alternativas de resposta à crise econômica no Brasil: um estudo de microssimulação em âmbito nacional" utilizou modelos matemáticos e estatísticos para medir os impacto do corte de verbas na saúde infantil em todos os municípios brasileiros no período de 2017 a 2030.

Davide Rassella conta que há dois anos já mensurava o impacto da crise, não apenas no que tange ao PIB nacional, mas sobretudo no relativo ao aumento da pobreza extrema e da desigualdade medido pelo coeficiente de Gini (no qual o Brasil pontua 0,5684 e é considerado o 10º país mais desigual do mundo). "A partir dessas informações, já tínhamos parâmetros e conhecimento sobre programas de impacto na redução da pobreza o suficientes para poder fazer projeções mais confiáveis e robustas", explica o pesquisador.

O levantamento leva em consideração especialmente o impacto dos cortes promovidos pelo Governo Federal a programas como o Bolsa Família, que hoje beneficia 21% da população brasileira e a Estratégia de Saúde da Família, que atende 65% da população. Para o professor, arrochos que prejudiquem a continuidade dos dois programas são mais pesados no Brasil do que seriam, por exemplo, na crise econômica grega devido ao grau de desigualdade no país.

"Se você pegar a taxa de mortalidade infantil deles, verá que é quatro, cinco vezes menor que a brasileira. A taxa aqui é maior até mesmo que em países da América do Sul com perfis econômicos similares devido a desigualdade, temos uma parte da população muito mais vulnerável socioeconomicamente. O Bolsa Família age nisso, reduzindo a pobreza, melhorando a alimentação e o acesso ao sistema de saúde", diz Rasella.

A pesquisa mostra que, mantidos os níveis atuais destes programas, seria possível reduzir a mortalidade infantil em 8,6% (próximo de 20 mil crianças além de evitar 124 mil hospitalizações decorrentes de doenças preveníveis, como diarreia e desnutrição. A metodologia levou em consideração duas notas técnicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e e uma do Banco Mundial mostrando a correlação entre medidas de arrocho fiscal e o impacto na saúde da população.

"O grande problema [da PEC 55] é a duração, tanto que ela foi chamada no Washington Post de "a mãe de todas as medidas de autoridade" porque não é uma medida que se limita ao período da crise econômica, mas sim que se estende por 20 anos", avalia o pesquisador, notando que quando a pobreza aumenta, as pioras nos indicadores sociais são imediatas. 

Embora a projeção analise a faixa de tempo até 2030, os efeitos já estão sendo sentidos. Segundo o Ministério da Saúde, o número de mortes de crianças entre 1 mês de vida e 4 anos de idade aumentou 11%, depois de 13 anos de queda.

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