Agora, Folha pede legitimidade do voto

Em mais um editorial que contempla a catástrofe do golpe à distância, o jornal Folha de S. Paulo desenha um Temer destituído do poder de ação em todos os sentidos, tanto para a política, quanto para a história; o jornal usa a exótica palavra ‘desaguadouro’ para eufemizar a situação crítica de um político em estado de paralisia; o editorial ainda relativiza o impeachment como forma já pretérita de solução para qualquer coisa e pede pela legitimidade do voto

Presidente Michel Temer 05/06/2018 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Michel Temer 05/06/2018 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Gustavo Conde)

247 – Em mais um editorial que contempla a catástrofe do golpe à distância, o jornal Folha de S. Paulo desenha um Temer destituído do poder de ação em todos os sentidos, tanto para a política, quanto para a história. A Folha usa a exótica palavra ‘desaguadouro’ para eufemizar a situação crítica de um político em estado de paralisia. Ela ainda relativiza o impeachment como forma já pretérita de solução para qualquer coisa e pede pela legitimidade do voto.

“O presidente, até aqui, falhou em proporcionar a desejada recuperação vigorosa da produção e da renda; compreende-se, ademais, o descontentamento com os preços da gasolina nos últimos meses, resultado da estratégia de repassar ao mercado doméstico a alta das cotações globais do petróleo. Entretanto outros problemas apontados, como o desemprego e a carga tributária, têm origens anteriores a seu governo. No caso da inflação, houve melhora indiscutível nos últimos dois anos —o que não se pode dizer, por exemplo, da moralidade pública.

Temer parece ser o desaguadouro de frustrações mais gerais com as práticas políticas e o retrocesso no desenvolvimento do país, às quais o impeachment esteve longe de responder. Resta esperar que um mandatário legitimado pelo voto possa dar início à tarefa.”

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