“Antes que seja tarde demais deveríamos retornar à democracia”

"Presos decapitados, crianças socadas até a morte, assaltos seguidos de morte, estupros, médicos desejando a morte de paciente, jogador de futebol libertado pela justiça depois de crime bárbaro contra a própria mulher. Estamos numa profunda crise moral", avalia o jornalista Florestan Fernandes Júnior; segundo ele, "em Curitiba, a Lava Jato insiste em jogar água num único partido, aquele que já nem mais está no poder"; Florestan diz, ainda, que Michel Temer "é um equilibrista andando na corda bamba das negociatas de cargos para não cair"; "Antes que seja tarde demais deveríamos retornar à democracia com eleição direta para presidente"

"Presos decapitados, crianças socadas até a morte, assaltos seguidos de morte, estupros, médicos desejando a morte de paciente, jogador de futebol libertado pela justiça depois de crime bárbaro contra a própria mulher. Estamos numa profunda crise moral", avalia o jornalista Florestan Fernandes Júnior; segundo ele, "em Curitiba, a Lava Jato insiste em jogar água num único partido, aquele que já nem mais está no poder"; Florestan diz, ainda, que Michel Temer "é um equilibrista andando na corda bamba das negociatas de cargos para não cair"; "Antes que seja tarde demais deveríamos retornar à democracia com eleição direta para presidente"
"Presos decapitados, crianças socadas até a morte, assaltos seguidos de morte, estupros, médicos desejando a morte de paciente, jogador de futebol libertado pela justiça depois de crime bárbaro contra a própria mulher. Estamos numa profunda crise moral", avalia o jornalista Florestan Fernandes Júnior; segundo ele, "em Curitiba, a Lava Jato insiste em jogar água num único partido, aquele que já nem mais está no poder"; Florestan diz, ainda, que Michel Temer "é um equilibrista andando na corda bamba das negociatas de cargos para não cair"; "Antes que seja tarde demais deveríamos retornar à democracia com eleição direta para presidente" (Foto: Leonardo Lucena)

Por Florestan Fernandes Júnior, em seu Facebook

Cabeças vão rolar

Presos decapitados, crianças socadas até a morte, assaltos seguidos de morte, estupros, médicos desejando a morte de paciente, jogador de futebol libertado pela justiça depois de crime bárbaro contra a própria mulher. Estamos numa profunda crise moral. No Brasil do pós golpe tudo é possível, o ódio substituiu a esperança. No estado do Rio de Janeiro o latrocínio praticamente dobrou de janeiro de 2016 para janeiro de 2017 passando de 133 casos para 239. Em São Paulo, o latrocínio aumento 45% e os estupros comunicados na capital tiveram um crescimento de 22%.

O Brasil vem descendo a passos largos a ladeira que leva à selvageria. Boa parte das instituições estão à beira da falência financeira e ética. Não funcionam e nem respondem às necessidades da maioria dos cidadãos. Os partidos e seus políticos, parte do funcionalismo, empresários poderosos, juízes, policiais e alguns órgãos da grande mídia chafurdam na lama das delações premiadas.

Em Curitiba, a Lava Jato insiste em jogar água num único partido, aquele que já nem mais está no poder. Pior: paralisou por 2 anos as grandes obras públicas em andamento nas esferas federal, municipal e estadual. Alimentou a recessão que já colocou no desemprego 13 milhões de trabalhadores. No comando da Nação, um governo com pouca legitimidade e sem projetos para o país vai vendendo nossas riquezas e propondo cortes nas áreas sociais.

O vice que virou presidente não empolga, é um equilibrista andando na corda bamba das negociatas de cargos para não cair. Antes que seja tarde demais deveríamos retornar à democracia com eleição direta para presidente. Do contrario a ruptura virá e com ela o imponderável, inclusive a possibilidade de convivermos com corpos e cabeças decepadas no nosso próprio caminho.

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