Após 6 meses de forte desemprego, Bolsonaro percebeu que "temos problema"

A crítica é do jornalista Leonardo Sakamoto; "Por enquanto, sua briga com a estimativa do IBGE, que ele considera equivocada, é apenas bizarra – típico de quem ataca o termômetro por não saber lidar com as causas da febre. Em breve, esse tipo de comportamento ficará insustentável", diz

247 - "Em uma live no Facebook, direto de Osaka, no Japão, onde está para a reunião do G20, o clubão dos países mais ricos, o presidente afirmou que 'a economia não vai bem' ao comentar o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), tornado público nesta quinta", destaca o jornalista Leonardo Sakamoto. 

"Maio fechou com a criação de apenas 32.140 vagas formais, o pior resultado para o mês desde 2016. 'Reconheço que temos problema', disse", acrescentou o colunista ao citar a declaração do presidente Jair Bolsonaro.

"O Brasil fechou o trimestre entre março e maio deste ano com 13 milhões de desempregados. A taxa de desocupação de 12,3% ficou estável em relação ao trimestre anterior, de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019 (12,4%). Mas a população subutilizada (pessoas que gostariam de trabalhar mais, mas não conseguem) bateu novo recorde da série histórica iniciada em 2012: 28,5 milhões (25%). Isso representa 744 mil pessoas a mais que no trimestre anterior e é um contingente 1,066 milhão maior que o do mesmo período há um ano", ressalta.

Segundo o jornalista, vai chegar o momento em que Bolsonaro "será instado a mostrar que sabe apontar soluções ou entregar a tarefa a quem saiba". "Por enquanto, sua briga com a estimativa do IBGE, que ele considera equivocada, é apenas bizarra – típico de quem ataca o termômetro por não saber lidar com as causas da febre. Em breve, esse tipo de comportamento ficará insustentável".

Leia a íntegra no Blog do Sakamoto

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