Após Economist, FT detona Mantega e Banco Central

Referência no mundo financeiro, jornal britânico Financial Times chama de "jeitinho" a manutenção do governo brasileiro sobre a taxa de juros pelo Banco Central, de Alexandre Tombini, e o controle da inflação pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que pediu aos prefeitos de São Paulo e Rio de Janeiro para que adiassem o reajuste das tarifas de ônibus; segundo o veículo, os dois estariam se tornando "profissionais"

Após Economist, FT detona Mantega e Banco Central
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247 – Para o jornal britânico Financial Times, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, estaria se tornando "profissional" do "jeitinho brasileiro" no que se refere ao controle das finanças do País. Referência no ambiente financeiro, o veículo critica também atitudes do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, no controle da taxa de juros. O texto que ironiza os procedimentos adotados pela equipe econômica brasileira foi publicado pelo blog Beyondbrics, que trata de assuntos referentes aos países emergentes.

O jornal chega a explicar o que viria a ser o "jeitinho": hábito de desviar das regras por táticas criativas, próximas da ilegalidade. "Com o crescimento ainda lento e os preços subindo mais rápido do que o esperado, o Banco Central do Brasil e o Ministério da Fazenda também estão se tornando profissionais do 'jeitinho'", diz o texto. O post do blog ressalta, no entanto, que tudo o que tem sido praticado até agora por Mantega e por Tombini é legal.

O FT cita dois acontecimentos recentes: um deles é o pedido do ministro da Fazenda aos prefeitos de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), para que adiassem o reajuste do valor da tarifa de ônibus, a fim de controlar a inflação. Caso o preço fosse elevado nas duas maiores capitais do País, o governo previa que, no acumulado de 12 meses, a taxa do IPCA ficaria próxima ao teto: 6,5%.

Ainda sobre Mantega, o Financial Times cita o repasse de vergas do governo federal para controlar as metas fiscais de 2012, ato que recebeu críticas de economistas e foi chamado de "manobra" por partidos da oposição."Ele passou os últimos dois anos ajustando impostos no País para microgerenciar o crescimento e a moeda. As metas fiscais do Brasil também foram alvo de um pouco de criatividade", diz o texto, sobre o ministro.

O outro fato seria a manutenção da taxa de juros por parte do Banco Central, além da diferença entre o que a instituição anuncia e as taxas que de fato são cobradas. Tombini estaria, aponta o jornal, permitindo que as taxas cobradas durante a noite sejam reduzidas, estimulando assim a economia, mas sem anunciar, de fato, uma redução nos juros desde 2011. No início de dezembro, Mantega foi alvo de outra crítica de um veículo britânico. A revista The Economist chegou a sugerir à presidente Dilma Rousseff a demissão do ministro. 

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