Após Nassif ser censurado e não receber apoio da Globo, a própria Globo é censurada

247 - A TV Globo foi censurada nesta sexta-feira (4). Por decisão da juíza Cristina Serra Feijó, da 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, emissora da família Marinho está proibida de exibir qualquer documento ou peça das investigações sobre o esquema de rachadinha no gabinete do senador Flavio Bolsonaro, quando exercia o cargo de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). 

A decisão é uma agressão à liberdade de imprensa, assegurada pela Constituição, e foi condenada por entidades como a Associação Brasil de Imprensa (ABI) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ). 

A censura à Globo ocorre menos de uma semana depois da censura ao jornalista Luiz Nassif, do Jornal GGN. Por decisão do juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, da 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro, o GGN foi obrigado a retirar do ar uma série de reportagens relacionadas ao banco BTG Pactual. Na decisão que censurou o veículo, o juiz chamou o GGN de "jornal pequeno" e estipulou pena de R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento.

Principal integrante da mídia corporativa brasileira, a Globo preferiu se calar e não condenou a agressão à liberdade de imprensa contra Nassif. Hoje, a própria Globo é vítima da censura. A mesma liberdade de informação que a Globo reivindica para si no caso das rachadinhas de Flávio Bolsonaro, deveria ser defendida pela emissora como valor constitucional e inegociável para todos os veículos de comunicação brasileiros.  

Em tempos de bolsonarismo, e de agressões às garantias constitucionais pelo Judiciário, a censura já não escolhe suas vítimas pela linha editorial nem pelo tamanho da audiência. 

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