Bastidores da prisão e da resistência de Lula

A Revista Fórum publicou neste domingo, 22, extensa reportagem, de Renato Rovai, sobre os bastidores da resistência e da prisão do ex-presidente Lula; segundo ele, Lula cogitou resistir por mais tempo à prisão; "Chegou sim a pensar em 'esticar a corda', como alguns falavam pelos corredores. E pensou em manter o 'braço de ferro' com Moro por um tempo maior. Pensava nisso, porque havia os que defendiam que isso forçaria o STF a tomar uma decisão sobre as ADCs", diz ele

A Revista Fórum publicou neste domingo, 22, extensa reportagem, de Renato Rovai, sobre os bastidores da resistência e da prisão do ex-presidente Lula; segundo ele, Lula cogitou resistir por mais tempo à prisão; "Chegou sim a pensar em 'esticar a corda', como alguns falavam pelos corredores. E pensou em manter o 'braço de ferro' com Moro por um tempo maior. Pensava nisso, porque havia os que defendiam que isso forçaria o STF a tomar uma decisão sobre as ADCs", diz ele
A Revista Fórum publicou neste domingo, 22, extensa reportagem, de Renato Rovai, sobre os bastidores da resistência e da prisão do ex-presidente Lula; segundo ele, Lula cogitou resistir por mais tempo à prisão; "Chegou sim a pensar em 'esticar a corda', como alguns falavam pelos corredores. E pensou em manter o 'braço de ferro' com Moro por um tempo maior. Pensava nisso, porque havia os que defendiam que isso forçaria o STF a tomar uma decisão sobre as ADCs", diz ele (Foto: Aquiles Lins)

247 - A Revista Fórum publicou neste domingo, 22, extensa reportagem sobre os bastidores da resistência e da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Leia alguns trechos da reportagem assinada por Renato Rovai:

"Naquela quinta-feira, dia 5, a menos de 24 horas após ter seu pedido de habeas corpus negado pelo Supremo Tribunal Federal numa disputa por 6 a 5, que contou com um voto cavalo de pau da ministra Rosa Weber, o ex-presidente Lula recebeu na sede do Instituto que leva o seu nome a notícia de que o juiz Sérgio Moro havia expedido seu mandado de prisão. Eram aproximadamente 18h.

A informação incendiou os grupos de whatsapp que foram sendo construídos na luta contra o impeachment de Dilma e na resistência à sua prisão . Foi neles que as pessoas tentavam saber o que isso significava, para onde Lula ia, se o xeque mate de Moro, que lhe dava até às 18h de sexta para se entregar, seria obedecido e coisas do gênero.

(...)

Quando soube da notícia, porque o Brasil já sabia, Lula decidiu tomar a decisão que havia sido definida antes. Foi de carro para o Sindicato dos Metalúrgicos, onde rapidamente começaram a chegar lideranças e militantes. Aquela noite de quinta-feira foi longa.

O MTST que tinha algumas centenas de pessoas acampadas nas proximidades agiu rápido. Eram aproximadamente 20h quando esses militantes chegaram em marcha e montaram acampamento na lateral do Sindicato. Ao mesmo tempo vereadores, deputados, dirigentes sindicais etc. iam aparecendo. Lula se instalou no segundo andar e assumiu uma das salas de um conjunto que ficou interditado e que tinha mais umas cinco ou seis salas por onde se espalharam os visitantes mais ilustres e seus amigos mais próximos e familiares.

(...)

Lula, sim, cogitou resistir. Chegou sim a pensar em "esticar a corda", como alguns falavam pelos corredores. E pensou em manter o "braço de ferro" com Moro por um tempo maior. Pensava nisso, porque havia os que defendiam que isso forçaria o STF a tomar uma decisão sobre as ADCs. Mas acabou desistindo não por ter sido convencido por A ou por B. Mas por uma série de acontecimentos que foram se desenrolando naquelas horas de resistência.

Desde que o ex-ministro José Eduardo Cardoso relatou numa reunião na sexta-feira, às 14h, os riscos de uma prisão preventiva, tanto Lula como muitos dos que ainda pensavam em “esticar mais a corda” passaram a confluir para a decisão de não correr esse risco. A prisão preventiva deixava Lula nas mãos de Moro, porque ele ainda responde mais dois processos com o juiz de Curitiba. “Ali naquele momento iniciou-se um debate sobre até onde se podia ir na resistência”, relata um ex-dirigente nacional do PT muito próximo a Lula e a Zé Dirceu.  “Sim, houve debate de posições, mas isso não significa que o resultado implicou em vencedores e perdedores. Quem decidiu tudo foi Lula”, confirma o ex-presidente do PT, Rui Falcão."

Leia a reportagem na íntegra na Revista Fórum

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