Bebianno sinalizou acordo ao chefe, aponta Fernando Brito

"Bebbiano soltou uma nota para tentar amanhecer ainda ministro. Em duas laudas, diz que Jair Bolsonaro não tem responsabilidade alguma pelos repasses de dinheiro do Fundo Eleitoral. O que, técnica e contabilmente, é verdade. O problema é que tenta estender para si o mesmo papel", diz o editor do Tijolaço

Bebianno sinalizou acordo ao chefe, aponta Fernando Brito
Bebianno sinalizou acordo ao chefe, aponta Fernando Brito (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço Gustavo Bebbiano, agora, tarde da noite, soltou uma nota para tentar amanhecer ainda ministro.

Em duas laudas, diz que Jair Bolsonaro não tem responsabilidade alguma pelos repasses de dinheiro do Fundo Eleitoral. O que, técnica e contabilmente, é verdade.

O problema é que tenta estender para si o mesmo papel, dizendo que os repasses foram "por conta e ordem" dos diretórios estaduais.

Como é por "conta e ordem" algo que é objeto de um cheque do responsável pela destinação do dinheiro?

Como, se na ata partidária publicada hoje pela Folha, fica claro que caberá a ele, como "Presidente da Comissão Executiva Nacional do PSL decidir sobre a distribuição dos recursos", em razão de critérios político eleitorais?

A nota deixa claro que Bebbiano está disposto a pedir arreglo e virar um molambo que implora, até por telefone, a piedade de Moro e da matilha policial.

Não é mais possível, ao que parece.

Bolsonaro tem a escolha do golpe de misericórdia ou de deixá-lo sangrar a sua insignificância.

Ao que se sente, não vai haver piedade.

A solidariedade que Bebbiano teve nestas primeiras 24 horas se desvanecerá à medida em que se veja que ele se torna um trapo.

O medo do que Bolsonaro pode fazer, não.

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