Boff: “Ascensão social nos anos de Lula e Dilma assustou a oligarquia”

O teólogo e escritor Leonardo Boff deu entrevista ao jornal espanhol El País e falou que as políticas públicas de inclusão social, estabelecidas nos governos de Dilma Rousseff e Lula, deram cidadania a dezenas de milhares de pessoas e assustou as classes dominantes; "Tal avanço daqueles do andar de baixo, assustou a oligarquia e também a classe média que viu seus lugares de privilégio serem ocupados por esses novos cidadãos. Essa ascensão está na base do ódio de classe que vem do andar de cima, não dos pobres beneficiados", disse Boff

Liberation Theologist Leonardo Boff, of Brazil, speaks at a book fair where he attended the launching of a book by Clelia Luro, the wife of former bishop Jeronimo Podesta, in Buenos Aires, Argentina, Saturday, April 27, 2013. Liberation theologist Leanard
Liberation Theologist Leonardo Boff, of Brazil, speaks at a book fair where he attended the launching of a book by Clelia Luro, the wife of former bishop Jeronimo Podesta, in Buenos Aires, Argentina, Saturday, April 27, 2013. Liberation theologist Leanard (Foto: José Barbacena)

247 - O teólogo e escritor Leonardo Boff deu entrevista ao jornal espanhol El País e falou que as políticas públicas de inclusão social, estabelecidas nos governos de Dilma Rousseff e Lula, deram cidadania a dezenas de milhares de pessoas e assustou as classes dominantes. 

Veja o que disse Boff:

“Os dois governos do PT foram os únicos na história do Brasil que deram centralidade aos pobres, fazendo políticas sociais que ao todo incluíram na cidadania cerca de 36 milhões de pessoas. E principalmente lhe deram dignidade, valor humano que funda a autoestima e o sentido da vida. A política de cotas e o Prouni permitiu que os pobres tivessem acesso à universidade que antes lhes era negado. Hoje há favelados negros que são médicos, engenheiros e até diplomatas. Isso era impensável antes. Tal avanço daqueles do andar de baixo, assustou a oligarquia e também a classe média que viu seus lugares de privilégio serem ocupados por esses novos cidadãos. Essa ascensão está na base do ódio de classe que vem do andar de cima, não dos pobres beneficiados. Esse legado não pode ser perdido, pois significou uma diminuição da desigualdade, uma humanização nas relações sociais e um limite à voracidade selvagem de nosso tipo de capitalismo que nunca foi civilizado e mantém níveis de acumulação dos mais altos do mundo, sem qualquer sentido de solidariedade para com seus semelhantes”.

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