Bolsonaro insinua que apanha da mídia por cortar publicidade

O presidente Jair Bolsonaro disparou mais ataques à imprensa nesta quarta-feira, após os principais veículos de mídia nacionais e internacionais criticarem seu discurso, de apenas oito minutos, durante a abertura do Fórum de Davos, na Suíça; incomodado, ele insinuou que apanha da mídia por cortar publicidade e declarou que "o Ministro da Secretaria de Governo, General Santos Cruz, anunciou o fim do contrato de R$30 milhões/ano com assessoria de imprensa internacional" e que "zerou os custos com propaganda da Caixa e BB neste início de governo"

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247 - O presidente Jair Bolsonaro disparou mais ataques à imprensa, nesta quarta-feira (23), após os principais veículos de mídia nacionais e internacionais criticarem seu discurso, de apenas oito minutos, durante a abertura do Fórum de Davos, na Suíça. Incomodado, ele insinuou que apanha da mídia por cortar publicidade e declarou que "o Ministro da Secretaria de Governo, General Santos Cruz, anunciou o fim do contrato de R$30 milhões/ano com assessoria de imprensa internacional" e que "zerou os custos com propaganda da Caixa e BB neste início de governo". Uma hora antes (às 7h56), seu filho Carlos Bolsonaro havia afirmado em tweet que toda imprensa nacional e global é feita por "bandidos" (aqui).

 

"Nos governos anteriores, esses gastos ultrapassavam centenas de milhões. Era mais uma das muitas fontes de ações escusas dos grupos que estavam no poder", acrescentou Bolsonaro, sem apresentar números ou algum indício de que as gestões presidenciais anteriores tivessem usado verbas públicas de forma arbitrária. 

 

Ao dizer que as verbas publicitárias dos bancos serão cortadas, Bolsonaro só não releva que a Caixa e o BB enfrentam um processo de esquartejamento, apesar do ministro Paulo Guedes declarar que ambos "não serão privatizados". Para entender melhor a política de desmonte das estatais, confira a entrevista com a ex-presidente do Banco Caixa Econômica, Maria Fernanda Ramos Coelho, concedeu à TV 247.

Bolsonaro seguiu seus ataques à imprensa e também postou, na sequência, uma foto segurando um aparelho celular com a legenda, "Bolsonaro usando sua arma mortal que deixa a 'imprensa' aterrorizada". 

 

O capitão reformado também se esquivou, em suas redes sociais, sobre o envolvimento de seu filho com milicianos. O senador Flávio Bolsonaro, então deputado, contratou a esposa e mãe do chefe do "escritório do crime", Adriano Magalhães da Nobrega, para trabalhar em seu gabinete. O miliciano, que está foragido, é um dos investigados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco. Apesar da grave denúncia, Bolsonaro apenas disse que "se for provado que filho errou, ele irá ter que pagar". 

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