Bolsonaro mostrou à Globo que ambos são a mesma coisa

A performance do candidato Jair Bolsonaro na bancada do mais célebre jornal televisivo brasileiro deixou uma impressão bastante clara: ambos são a mesma coisa; é o que deixa entender a pensata do jornalista Joaquim de Carvalho para o site DCM; Carvalho destaca o momento crucial da 'revelação' quando relata a réplica matadora que o candidato-'matador' deu às armadilhas retórica pífias do apresentador William Bonner; ao responder sobre a 'corda em casa de enforcado' aludida por Bonner como metáfora crítica à truculência do candidato, Bolsonaro simplesmente entoou: "eu fico com o Roberto Marinho"

Bolsonaro mostrou à Globo que ambos são a mesma coisa
Bolsonaro mostrou à Globo que ambos são a mesma coisa (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - A performance do candidato Jair Bolsonaro na bancada do mais célebre jornal televisivo brasileiro deixou uma impressão bastante clara: ambos são a mesma coisa. É o que deixa entender a pensata do jornalista Joaquim de Carvalho para o site DCM. Carvalho destaca o momento crucial da 'revelação' quando relata a réplica matadora que o candidato-'matador' deu às armadilhas retórica pífias do apresentador William Bonner. Ao responder sobre a 'corda em casa de enforcado' aludida por Bonner como metáfora crítica à truculência do candidato, Bolsonaro simplesmente entoou: "eu fico com o Roberto Marinho".

O relato de Joaquim de Carvalho ainda destaca com delicado senso de humor que "a fúria indomável do Jornal Nacional contra Ciro Gomes temperou a expectativa de ver os âncoras peitarem Jair Bolsonaro, candidato cuja linguagem é um mix de fake news de whatsapp com bordões fascistas das passeatas antipetistas."

Carvalho lamenta a chance perdida - de desmascarar o ex-capitão: "era a chance de deixar nua a debilidade das propostas e esvaziar o discurso de ódio do ex-militar, alçado ao estrelato das pesquisas eleitorais pela lacuna civilizatória e política instalada com os abusos da Lava Jato."

E lamenta duplamente, diante da incompetência dos entrevistadores: "mas os entrevistadores falharam com tentativas toscas de exigir complexidade de um presidenciável cujo compromisso com a humanidade se resume a andar de pé – e não de quatro como seria mais alinhado ao conteúdo das suas declarações homofóbicas, misóginas e racistas."

Segundo Carvalho, a entrevista foi uma 'provação', já que entrevistadores e entrevistado eram o suprassumo da delinquência política: "Bonner e Renata Vasconcellos repetiram erros de entrevistas passadas ao tentar extrair de Bolsonaro constrangimento sobre demonstrações públicas de preconceito e burrice. Em vão. O candidato logrou visibilidade justamente por se alimentar da barbárie para a qual a mídia fechou os olhos, em anos recentes, porque era necessário extirpar o PT da vida pública."

 

 

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